sábado, 3 de janeiro de 2015

Novo ministro da CGU diz que será implacável com a corrupção

O novo ministro-chefe da Controladoria-Geral da União, Valdir Simão, abraça o antecessor, Jorge Hage, em solenidade de transmissão de cargo no edifício-sede do órgão. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O novo ministro-chefe da Controladoria-Geral da União, Valdir Simão, abraça o antecessor, Jorge Hage, em solenidade de transmissão de cargo no edifício-sede do órgão. (Foto: 
Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O novo ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Valdir Moysés Simão, prometeu que o órgão será “implacável” no combate à corrupção. Ao receber ontem (2) o cargo do ex-ministro Jorge Hage, o novo chefe da CGU disse que “transparência” será a palavra de ordem do órgão responsável pela defesa do patrimônio público e pelo combate à corrupção.
“É tarefa da CGU ser implacável com aqueles que não andarem na linha. Se por um lado haverá a mão que orienta, por outro, haverá a mão que julga e pune com rigor os desvios. Como disse a presidenta Dilma [Rousseff] ontem, a corrupção deve ser extirpada da sociedade. Temos que punir, sem trégua, a corrupção, que rouba o poder legítimo do povo; a corrupção que ofende e humilha os trabalhadores, as empresas e os brasileiros honestos e de bem”, afirmou.
Simão disse que vai lutar pela regulamentação da Lei Anticorrupção (12.846/13) e espera fechar o projeto ainda em janeiro, para depois submetê-lo à presidenta Dilma. “A lei já é autoaplicável, o decreto é importante para as questões operacionais e para garantir simetria nos processos de responsabilização em cada um dos órgãos. São os últimos detalhes que estamos ajustando. É uma regulamentação complexa e tem muito a ver com a dosimetria das penas”, disse.
Ao comentar com jornalistas os casos de corrupção envolvendo a Petrobras, Simão defendeu a necessidade de órgãos e empresas dos setor público criarem estruturas de governança voltadas para a prevenção da prática. “É um trabalho de médio prazo, e eu tenho certeza que tem muito a se fazer do ponto de vista da governança e de ampliação do controle das empresas. Existem medidas no campo legal, mas também no campo operacional, medidas de controle, de investimento em estruturas e tecnologia, de troca de informações com a CGU e com os demais órgãos de controle que vão trazer mais transparência”, afirmou.
Ao tratar da possibilidade de restrição orçamentária, em razão das medidas de austeridade que o governo anunciou, Simão disse que pretende “fazer mais com menos”. “Nós vamos enfrentar um período de ajuste, e todo o governo tem que contribuir. Eu acredito que é possível evoluirmos e ter critérios de atuação que utilizem a tecnologia e facilitem nosso trabalho”, destacou Simão. Ele acrescentou que em hipótese alguma haverá retrocesso no alcance da atuação da CGU em 2015.
Tanto Simão quanto Hage citaram o Portal da Transparência como exemplo de uso das tecnologias de informação para auxiliar o controle das contas públicas. Simão, particularmente, disse que irá intensificar o uso das tecnologias de informação para incrementar a atuação da CGU. O novo ministro é auditor de carreira da Receita Federal e exercia, desde o início de fevereiro deste ano, o cargo de secretário executivo da Casa Civil.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015


Dilma defende reforma política

Publicação: 2015-01-02 00:00:00 |João Domingos

Agência Estado

Brasília (AE) - A presidente Dilma Rousseff tomou posse ontem  em Brasília para o segundo mandato com um discurso que mesclou promessa de campanha, justificativa sobre o ajuste fiscal que adotará na economia e defesa da Petrobras e de uma reforma política. Nos cerca de 40 minutos de discurso no Congresso - a fala simbolicamente mais importante da cerimônia -, ela citou a palavra corrupção dez vezes. Em meio a denúncias de corrupção envolvendo a estatal que envolvem ex-diretores, empreiteiros e políticos, Dilma afirmou que, é preciso proteger a maior empresa do Brasil de “predadores internos e inimigos externos”.  Durante sua fala, Dilma foi aplaudida por 36 vezes. Miguel Rossetto, chefe da Secretaria-Geral, foi o puxador das palmas.
Dida Sampaio/AeDilma acena para a multidão a caminho do Congresso, elege a Educação como prioridade e promete construção de 3 milhões de casas populares no segundo mandatoDilma acena para a multidão a caminho do Congresso, elege a Educação como prioridade e promete construção de 3
milhões de casas populares no segundo mandato

Na parte relativa à reafirmação das promessas de campanha, a presidente anunciou um novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 3) e mais 3 milhões de casas para o Minha Casa Minha Vida, além do cumprimento da meta de construir 6 mil creches, anunciada no primeiro mandato, e não cumprida, e 2 milhões de vagas nas escolas técnicas federais. Dilma fez ainda um segundo discurso, desta vez no parlatório do Palácio do Planalto, para o público que compareceu à festa da posse - cerca de 40 mil pessoas, segundo estimativa oficial. Diante do público, Dilma reafirmou a tese de que o governo do PT mudou o Brasil”.

No primeiro mandato, slogan do governo foi “País rico é país sem miséria”. Agora, segundo Dilma, será “Brasil, pátria educadora”. “Ao bradarmos Brasil, pátria educadora, estamos dizendo que a educação será a prioridade das prioridades, mas também que devemos buscar, em todas as ações do governo, um sentido formador, uma prática cidadã, um compromisso de ética e um sentimento republicano”, disse Dilma, que terá no segundo mandato, pela primeira vez na era PT, um não petista à frente da Pasta, o ex-governador do Ceará Cid Gomes (PROS).

Como previsto, Dilma prometeu que fará ajustes na economia sem arrocho. Ela defendeu o tripé econômico, que envolve ajuste fiscal, câmbio flutuante e meta de inflação. “Mais que ninguém sei que o Brasil precisa voltar a crescer. Os primeiros passos desta caminhada passam por um ajuste nas contas públicas, um aumento na poupança interna, a ampliação do investimento e a elevação da produtividade da economia”, disse, lembrando que a inflação nunca ultrapassou o teto da meta, que é de 6,5%. Durante a campanha, Dilma afirmou que se o tucano Aécio Neves vencesse a eleição, ele faria ajustes duros. O ajuste de Dilma prevê cortes em torno de R$ 100 bilhões em gastos públicos. Entre as medidas já anunciadas, está a restrição de acesso a benefícios trabalhistas.

Para tentar amenizar as críticas que tem recebido do próprio PT, a presidente afirmou que tudo será feito “com o menor sacrifício possível para a população”. Ela também disse que reafirmava o “profundo compromisso com a manutenção de todos os direitos trabalhistas e previdenciários”, embora tenha mandado nesta semana medida provisória ao Congresso cortando pensões de viúvos e fazendo maiores exigências burocráticas para o pagamento do seguro-desemprego.

A presidente aproveitou o discurso para fazer acenos políticos. Elogiou o companheirismo do vice-presidente Michel Temer (que também é presidente do PMDB), elogiou o ex-presidente José Sarney, afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o maior líder popular da História do Brasil e disse que todas as mudanças que pretende fazer terão de passar pelo Congresso. Mas Dilma, que nos discurso da vitória, em 26 de outubro, e no da diplomação, em 18 de dezembro, havia proposto diálogo à oposição, abandonou a postura. Não se referiu aos adversários nem falou em diálogo.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Posse de Dilma terá presença de pelo menos 44 autoridades estrangeiras

Lisandra Paraguassu, Rafael Moraes Moura e Daiene Cardoso

A posse da presidente Dilma Rousseff contará com a presença de pelo menos 44 altas autoridades estrangeiras no dia 1º de janeiro. Encabeça a lista, obtida pelo Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden; o vice-presidente da China, Li Yuan Chao; e o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon.
A maioria dos convidados são da América do Sul. José Mujica, atual presidente do Uruguai, virá a Brasília acompanhado de seu sucessor, Tabaré Vázquez, eleito presidente na eleição de novembro. Confirmaram presença a presidente do Chile, Michelle Bachelet, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, o líder paraguaio Horácio Cartes e secretário-geral da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), Ernesto Samper. A Colômbia será representada pelo vice-presidente Angelino Garzón e a Argentina pelo vice-presidente Amado Boudou, já que a presidente Cristina Kirchner lesionou o tornozelo e está impedida de viajar.
Da Europa virão o vice-chefe de governo da Rússia, Alexander Torshin, o vice-primeiro ministro de Portugal, Paulo Portas, e o primeiro-ministro da Suécia, Stefan Löfven. Integra a lista dos convidados estrangeiros a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova.
Programação
O roteiro da cerimônia de posse prevê o início da solenidade às 14h40, com a chegada da presidente Dilma à Catedral Metropolitana de Brasília, de onde seguirá o restante do trajeto no Rolls Royce presidencial. Para as 15 horas está marcada a cerimônia de compromisso constitucional no Congresso Nacional e às 16h20 ela subirá a rampa do Palácio do Planalto. Dez minutos depois está previsto o pronunciamento ao público no Parlatório, em frente À Praça dos Três Poderes.
Pela programação do cerimonial, às 17 horas a presidente receberá os cumprimentos dos chefes e vice-chefes de Estado e de governo no salão leste do Palácio. Na sequência, às 17h30, fará a nomeação dos ministros no salão nobre e às 18h15 participará da fotografia oficial do novo governo no salão oeste. O último evento da posse será a recepção dos convidados no Palácio do Itamaraty, às 18h30.

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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Destroços de voo da AirAsia que sumiu são localizados

Partes da aeronave estavam a cerca de 10 quilômetros do último contato.
Corpo foram retirados; avião militar achou sombra que pode ser avião.

Do G1, em São Paulo
Imagem área mostra o que podem ser os detroços da aeronave da AirAsia (Foto: BAY ISMOYO/AFP)Imagem área mostra o que podem ser os detroços da aeronave da AirAsia (Foto: BAY ISMOYO/AFP)
As autoridades da Indonésia confirmaram nesta terça-feira (30) que os destroços encontrados por um pescador no Mar de Java são do voo QZ-8501 da AirAsia, desaparecido desde o último último domingo (28) no horário local, noite de sábado (27) no Brasil. O Airbus A-320-200 levava 162 pessoas de Surabaia, na Indonésia, para Cingapura.

29/12 - arte airasia  (Foto: Arte/G1)

A Agência Nacional de Buscas e Resgate do país (Basarnas) afirmou que os pedaços da porta e de uma rampa de emergência da aeronave estavam a cerca de 10 quilômetros da última posição registrada pelos radares.
Mais de 40 corpos já foram recuperados do mar, informou um porta-voz da Marinha. O trabalho é feito por equipes a bordo de um navio de guerra.
Além disso, um avião militar detectou uma “sombra” no fundo do oceano, que pode corresponder ao avião desaparecido. “Um Hércules da Força Aérea achou um objeto descrito como uma sombra no fundo do mar com a forma de um avião”, disse Bambang Soelistyo, chede da Basarnas.
O Ministério das Comunicações da Indonésia (Kemenhub) afirmou que o logotipo da companhia asiática foi identificado em alguns dos objetos localizados no mar, conforme o jornal local "Detik".
As partes do avião estão no estreito de Karimata, que separa as ilhas de Bornéu e Belitung, próximo de uma base aérea que serviu como ponto de decolagem para os aviões que participam da operação internacional de busca e resgate.
Familiares das 162 pessoas que estavam no avião se abraçaram e choraram em Surabaya, de onde partir a aeronave, ao verem na televisão as imagens de um corpo flutuando no mar.
Parentes de passageiros do avião da AirAsia que caiu no mar choram no aeroporto de Juanda, em Surabaya, na Indonésia, ao receberem a notícia da localização dos destroços da aeronave nesta terça-feira (30) (Foto: Manan Vatsyayana/AFP)Parentes de passageiros do avião da AirAsia que caiu no mar choram no aeroporto de Juanda, em Surabaya, na Indonésia, ao receberem a notícia da localização dos destroços da aeronave nesta terça-feira (30) (Foto: Manan Vatsyayana/AFP)
A confirmação ocorreu horas depois de as autoridades divulgarem que um pescador tinha encontrado vários objetos no Mar de Java. Helicópteros e navios foram enviados ao local para recuperá-los e determinar sua procedência.
Equipe de resgate desce ao mar para recuperar corpo de vítima da queda do avião da AirAsia (Foto: TV ONE via Reuters TV/Reuters)Equipe de resgate desce ao mar para recuperar
corpo de vítima da queda do avião da AirAsia (Foto:
TV ONE via Reuters TV/Reuters)
O CEO da AirAsia, Tony Fernandes, escreveu no Twitter que “meu coração está cheio de tristeza por todas as famílias envolvidas no QZ 8501. Em nome da AirAsia, minhas condolências a todos. Palavras não podem expressar o quanto estou triste”. A mensagem foi publicada após a localização dos destroços.
Buscas
Nesta terça-feira (30), as autoridades locais ampliaram a área de operação. São 13 os setores de busca, incluindo as águas do norte do Mar de Java, o estreito de Karimata e o norte da ilha de Bangka. Já em terra, foram acrescentadas a ilha de Belitung e o sudoeste de Bornéu.

Os Estados Unidos atenderam o pedido de ajuda e passaram a integrar as equipes de buscas, inclusive, com o envio de um navio de guerra, um destróier USS Sampson. Ao todo, são cerca de 30 navios, 15 aviões e sete helicópteros na operação, que conta ainda com a ajuda de Malásia, Cingapura, Austrália, Coreia do Sul, Tailândia e China.


Desaparecimento
O voo QZ-8501 da AirAsia saiu de Surabaia, na Indonésia, com destino a Cingapura, onde pousaria duas horas depois, segundo a previsão da companhia.

No caminho, o piloto chamou a torre de controle e pediu permissão para mudar a altitude de 32 mil para 38 mil pés para evitar uma tempestade. A alteração de rota foi aprovada imediatamente.
No entanto, dois minutos depois, quando os controladores tentaram comunicar a autorização para que o avião subisse aos 34 mil pés, não houve resposta. A aeronave sumiu dos radares e não foi emitido nenhum sinal de socorro.
Estavam a bordo 155 passageiros e outros sete integrantes da tripulação. Entre eles há 155 indonésios, três sul-coreanos, um britânico, um francês, um malaio e um cingapuriano.
Equipes de busca da Força Aérea da Indonésia procuram o avião da AirAsia que caiu neste domingo (28); destroços foram encontrados a 10 km do último ponto de contato da aeronave (Foto: Bay Ismoyo/AFP)Equipes de busca da Força Aérea da Indonésia procuram o avião da AirAsia que caiu neste domingo (28); destroços foram encontrados a 10 km do último ponto de contato da aeronave (Foto: Bay Ismoyo/AFP)
 

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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Disputa entre PT e PDT deve adiar conclusão da reforma ministerial(Por Painel)
29/12/14 02:00

Ninguém me tira A disputa entre PT e PDT pelo Ministério do Trabalho deve obrigar o Palácio do Planalto a adiar mais uma vez a conclusão da reforma ministerial, que Dilma Rousseff previa para hoje. Em conversas com articuladores políticos do governo, dirigentes pedetistas se recusaram a abrir mão da vaga. O impasse travou a definição do espaço do PT na Esplanada, uma vez que a pasta era considerada uma peça-chave para compensar a retirada do Ministério da Educação da cota petista.
Rede furada Dilma decidiu que o Ministério do Trabalho terá uma atribuição a menos a partir de 2015: a fiscalização do seguro defeso, benefício pago a pescadores em época de pesca proibida ou baixa temporada.
Arrastão O monitoramento passará a ser feito pelo INSS, vinculado à Previdência Social. O governo quer implantar um sistema de fiscalização pesada para acabar com fraudes no pagamento.
Motim A insatisfação do PT com a reforma ministerial cresceu tanto que dirigentes da sigla ensaiam uma reação mais clara à escolha de Pepe Vargas para a Secretaria de Relações Institucionais.
Fritura Deputados da corrente petista Construindo um Novo Brasil, majoritária no partido, dizem que Vargas, da tendência Democracia Socialista, “não tem capacidade de articulação política” e que sua indicação vai rachar a bancada do PT na Câmara.
Tudo… Também insatisfeita com o novo desenho do governo, a cúpula do PMDB vai exigir de Dilma a verticalização de suas seis pastas.
… dominado Sob o Ministério do Turismo, peemedebistas querem comandar a Embratur, hoje controlada pelo PC do B. Também pedirão a Conab, vinculada ao Ministério da Agricultura.
Última chamada Com a indefinição do anúncio de novos ministros, alguns candidatos à Esplanada compraram passagens para voar a Brasília na manhã de hoje. Querem estar a postos caso sejam convocados.
Bolsa cimento O PSD começou a usar a indicação de Gilberto Kassab para o Ministério das Cidades para atrair deputados de outros partidos para a nova sigla do ex-prefeito, o PL. O argumento é que a pasta dará mais força política aos aliados de Kassab.
Recado dado Emissários do governo procuraram o Ministério Público Federal há cerca de um mês para manifestar sua preocupação com o impacto das denúncias contra empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato. O cenário apresentado foi de consequências catastróficas para a economia do país.
Sem recibo Procuradores reagiram com ressalvas. “É inegável que haverá um impacto econômico, mas não se pode criar uma imunidade jurídica por esse motivo”, diz um membro do MPF.
Mais que restrito Apenas três integrantes da cúpula da Procuradoria-Geral da República tiveram acesso à lista de políticos citados tanto por Paulo Roberto Costa quanto por Alberto Youssef. Um dos leitores foi o procurador-geral, Rodrigo Janot.
Na conta Responsável pela repatriação do dinheiro desviado pelo esquema na Petrobras, a Secretaria Nacional de Justiça começará 2015 sem titular. José Eduardo Cardozo (Justiça) quer escolher a dedo o substituto de Paulo Abrão, que deixou o cargo.
Na fila Também está na lista de prioridades do ministro a indicação da nova cúpula da Funai.

Natal do pibinho Em ano de crise econômica, deputados e senadores lamentam que seus colegas tenham economizado nos presentes que costumam distribuir no Congresso em dezembro. As garrafas de champanhe Veuve Clicquot sumiram dos gabinetes, que até agora só receberam “lembrancinhas”.
TIROTEIO
Promovido para a Esplanada, Jaques Wagner deixou duas marcas na Bahia: a maior greve da PM e o aumento da violência em Salvador.
DO DEPUTADO VANDERLEI MACRIS (PSDB-SP), sobre a escolha do governador baiano, Jaques Wagner (PT), para o Ministério da Defesa de Dilma Rousseff.
CONTRAPONTO
Fora da área de cobertura
O coordenador da Comissão Nacional da Verdade, Pedro Dallari, participou de uma audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado no dia 11 de dezembro para apresentar informações sobre o relatório final do trabalho do grupo, que havia sido entregue na véspera ao Palácio do Planalto. Depois de detalhar os resultados no Congresso, o advogado pediu desculpas por ter que deixar a reunião antes do fim:
–Vocês não sabem o que é coordenar um órgão público que vai ser extinto. Em cinco dias você tem que devolver tudo, até o celular. Eu praticamente deixo de existir no mundo! –brincou Dallari.
Mais opções

sábado, 27 de dezembro de 2014

Novo ministro da Educação prevê reforma no currículo do ensino médio



A reforma no currículo do ensino médio será a prioridade do futuro ministro da Educação, Cid Gomes. "Não será de um dia para o outro, vamos negociar com todo mundo antes", disse à Folha.
A proposta defendida por Cid é a adequação do currículo à aptidão do aluno. Se ele tiver propensão à área de exatas, por exemplo, poderá dar ênfase à matemática e à física no ensino médio.
Além da reforma, o novo ministro cita entre suas metas a ampliação de vagas no ensino infantil e de escolas de tempo integral, promessa de Dilma Rousseff na campanha.
Segundo Cid, no ensino integral, a ideia é focar as séries finais do ensino médio e fundamental, priorizando as periferias das grandes cidades.


Pedro Ladeira - 4.nov.2014/Folhapress
Futuro ministro da Educação, Cid Gomes (Pros) diz que fará reforma no ensino médio
Futuro ministro da Educação, Cid Gomes (Pros)
diz que fará reforma no ensino médio
 
Governador do Ceará em fim de mandato, Cid Gomes toma posse na pasta em 1º de janeiro. A melhora em alguns indicadores educacionais no seu Estado foi o que motivou o convite de Dilma.
Recentemente, o governo federal chegou a adotar um programa de alfabetização inspirado em uma iniciativa cearense para ensinar crianças de até oito anos de idade a ler e a escrever.
Na política, Cid esteve do lado de Dilma quando seu antigo partido, o PSB, votou a favor do rompimento com o governo federal, em 2013. Dias depois, acabou saindo do PSB e entrando no Pros.
Cid provocou polêmica com uma frase durante paralisação de professores em 2011, ao comentar os baixos salários de um docente no Ceará: "Quem entra na atividade pública, e isso vai de deputado, a governador, prefeito e vereador e também médico, professor e policial, a meu juízo, deve entrar por amor, e não por dinheiro."
À Folha, disse ter sido mal interpretado. "Sou filho de professores. Meus pais me sustentavam com o salário deles, amavam o que faziam."
Deputados petistas tentaram impedir a escolha de Cid Gomes para o ministério.
O núcleo de educação do PT apresentou uma carta com 21 assinaturas a Dilma, no início do mês, pedindo que um petista ocupasse o cargo.
Os deputados lembravam que será a primeira vez em doze anos que um político de outro partido assumirá o controle da pasta. Segundo eles, o ex-presidente Lula também ficou contrariado.
"Essa é um reivindicação legítima, dado o acúmulo do partido no setor", argumentou a deputada Fátima Bezerra, coordenadora da bancada da educação. Para acalmar os ânimos, Cid sinalizou com a possibilidade de petistas participarem do ministério.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Petrobras assume dívida de empreiteiras com fornecedores


Para evitar a quebradeira no setor de óleo e gás e manter a política de uso de conteúdo nacional, a Petrobras está assumindo pagamentos a fornecedores devidos por firmas com as quais mantém contratos, inclusive três envolvidas na operação Lava Jato, da Polícia Federal.
Paralelamente, a estatal procura maneiras de encerrar os contratos vigentes com as companhias que estão inadimplentes.
A Folha apurou que a Petrobras está agindo dessa forma em pelo menos quatro casos distintos: 1) no consórcio UFN III (planta de fertilizantes), da Galvão Engenharia; 2) no projeto Charqueadas, do estaleiro Iesa; 3) no consórcio Integra, da Mendes Júnior; 4) na fabricação de 17 barcos de apoio, da Brasil Supply.
Apenas esta última não está envolvida na Lava Jato. Deve ser a única a não ter o contrato quebrado.
Embora todas estejam inadimplentes com seus fornecedores, apenas as três primeiras estão tendo seus contratos encerrados.
Para evitar a falência desses fornecedores, a estatal montou uma operação financeira chamada "conta vinculada", na qual realiza o pagamento que as companhias maiores deveriam fazer às menores, mas de forma a garantir que as grandes não coloquem as mãos no dinheiro.
A Folha apurou que dois casos estão mais adiantados, o da Galvão Engenharia e o da Brasil Supply.
Aos fornecedores da Galvão foram pagos cerca de R$ 300 milhões na última semana. Já o Estaleiro Ilha, contratado pela Brasil Supply, recebeu cerca de R$ 3 milhões para pagar funcionários.
As companhias não se pronunciaram oficialmente.
Segundo José Ricardo Roriz, diretor do Comitê de Petróleo e Gás da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), a operação montada pela estatal visa a saúde financeira das companhias que dependem dos investimentos da Petrobras, mas que não possuem contratos diretos com ela.
"A Petrobras está tomando uma medida emergencial para não comprometer toda a cadeia de óleo e gás que está em desenvolvimento", diz.

Editoria de Arte/Folhapress

CRISE FINANCEIRA
Os problemas financeiros das companhias envolvidas na Lava Jato começaram com a interrupção do pagamento dos aditivos feitos aos contratos, que eram normalmente pagos pela Petrobras.
Há dois anos, a estatal montou uma comissão de avaliação dos aditivos e passou a segurar parcela significativa dos pedidos.
Após ser deflagrada a operação da PF, a petroleira decidiu segurar quase todos os aditivos.
Sem a previsão de liberação dos pagamentos por parte da Petrobras, bancos passaram a segurar o crédito e até a cortar linhas de financiamento para os projetos.
Em novembro, o Bic Banco negou um empréstimo de R$ 30 milhões à Mendes Júnior para o projeto Integra.
A empreiteira não se pronunciou, apesar dos pedidos feitos pela reportagem. O banco diz que "não comenta, não confirma nem desmente assuntos sob sigilo".
Embora a questão chave seja a inadimplência com fornecedores, a Petrobras tem tido problemas para romper o contrato com a Mendes Júnior, pois ela tem cumprido o cronograma do projeto.
Contratos quebrados

Os casos da Galvão e da Iesa são semelhantes, embora estejam em estágios diferentes no plano da Petrobras.
Os contratos da Galvão com a Petrobras foram encerrados e a sócia no consórcio, a chinesa Sinopec, já negocia a entrada de uma nova empresa para substituí-la.
Já o estaleiro teve seu pedido de recuperação judicial aprovado pela Justiça.
Isso impede que a Petrobras termine o contrato da Iesa, pois ele serve de garantia no processo de recuperação.

A empresa cobra da estatal o pagamento de aditivos que somam US$ 320 milhões (cerca de R$ 859 milhões, pelo câmbio do dia 24), valor citado no processo judicial como maior motivo da situação falimentar da companhia.
OUTRO LADO
Questionada sobre as medidas tomadas para evitar a quebra dos fornecedores, a Petrobras afirma que está zelando pelo cumprimento das obrigações das grandes empresas com as menores.
"[A Petrobras] disponibilizou recursos para o consórcio UFN III em conta vinculada, sempre cobertos por garantias bancárias, zelando pela preservação eficiente do contrato e para que o consórcio cumprisse suas obrigações com subcontratados e fornecedores."
Embora tenha ligado informalmente a fornecedores da Galvão, citando a quebra do contrato e a futura substituição da empresa, a Petrobras diz não interferir nas relações comerciais dos consórcios.
Sobre o caso da Iesa, a estatal diz que estuda com seus sócios, BG e Petrogal, um novo processo de contratação para dar continuidade no projeto. Em relação aos outros casos citados, a petroleira não se posicionou