Suriname Notícias (N. 75 do Painel do Coronel Paim) - Parceria: Jornal O Porta-Voz

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Temer diz que Eduardo Cunha está disposto a 'colaborar' com Executivo

Deputado do PMDB foi eleito presidente da Câmara neste domingo (1º).
Desafeto de Dilma, ele prometeu independência ao Palácio do Planalto.

Filipe Matoso Do G1, em Brasília
Presidente nacional do PMDB, o vice-presidente da República, Michel Temer, afirmou nesta segunda-feira (2) que o novo presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), eleito neste domingo, está disposto a “colaborar” com o Executivo durante o mandato.

Temer e Cunha almoçaram juntos nesta segunda, no Palácio do Jaburu, residência oficial da Vice-presidência. Conforme apurou o G1, Temer sugeriu o “apaziguamento” das relações entre o Planalto e o novo presidente da  Câmara e buscou amenizar os recentes atritos durante a campanha pela presidência da Casa.
saiba mais
  • Presidentes da Câmara e do Supremo defendem 'harmonia' entre os poderes
  • Eleito, Cunha diz que deputados reagiram a 'interferência' do governo
  • Eduardo Cunha é eleito presidente da Câmara em primeiro turno
“Ele [Cunha] me disse que [o almoço] foi a primeira visita que ele fazia e era exatamente para revelar aquilo que está na Constituição, que é uma harmonia absoluta entre o Legislativo e o Executivo. E ele queria até combinar um pouco o procedimento, a fórmula dessa relação. Conversamos muito sobre isso e a disposição dele realmente é colaborar com o Executivo. Nós conversamos muito sobre isso”, disse Temer.
Desafeto da presidente Dilma Rousseff, Cunha afirmou em seu primeiro discurso após a eleição, neste domingo (1º), que em sua gestão a Câmara será independente e não se submeterá ao Palácio do Planalto. O parlamentar, porém, ressaltou que não fará oposição ao governo.

Segundo Michel Temer, o encontro desta segunda com Cunha no Jaburu serviu para que eles pudessem comentar reportagens que mencionaram possível divergência entre o Legislativo e o Executivo com a eleição do peemedebista.

Ele [Cunha] me disse que [o almoço] foi a primeira visita que ele fazia e era exatamente para revelar aquilo que está na Constituição, que é uma harmonia absoluta entre o Legislativo e o Executivo. E ele queria até combinar um pouco o procedimento, a fórmula dessa relação. Conversamos muito sobre isso e a disposição dele realmente é colaborar com o Executivo. Nós conversamos muito sobre isso"
Michel Temer, vice-presidente da Repúblice e presidente nacional do PMDB
Ao deixar o gabinete no Palácio do Planalto, Temer afirmou que o novo presidente da Câmara sabe que tem missão institucional de se “entender” com o Executivo. Ele disse também que não há “nenhuma preocupação” do Planalto quanto à relação com a Câmara.
Questionado sobre se a atuação de ministros na disputa são “águas passadas” no PMDB, Temer disse que sim e garantiu que, no dia seguinte à eleição, Executivo e Legislativo devem trabalhar pelo bem comum da população.
“Isso é passado. Em matéria eleitoral é assim: você controverte, diverge alguns trabalham para alguns e outros trabalham para outros até o dia das eleições. No dia seguinte às eleições, a busca é em função do bem comum, acho que todos têm que trabalhar em função do bem comum. São águas passadas, não existem mais”, disse o vice-presidente.
Nesta segunda, o ministro das Relações Institucionais, Pepe Vargas, também disse que as divergências da disputa pela presidência da Câmara estão superadas. Ele usou metáforas futebolísticas para definir como será a relação com Eduardo Cunha. "como um jogo de futebol. Quando tem jogo de futebol, tem carrinho, tem puxão na camiseta, tem, às vezes, até uma canelada. Termina o jogo, os amigos sentam e tomam uma cervejinha. É mais ou menos assim", declarou.
Temer disse que conversou “muito rapidamente” sobre a eleição de Cunha com a presidente Dilma Rousseff durante o casamento da ministra da Agricultura, Kátia Abreu, neste domingo (1º), em Brasília, mas não deu detalhes da conversa. “Dei uma brevíssima palavra, mas nada mais que isso”, relatou.
O vice-presidente deixou o palácio e seguiu em direção ao Jaburu, onde recebeu Eduardo Cunha, deputados do PMDB, e alguns senadores do partido, como Renan Calheiros (AL) e o ex-senador José Sarney.
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  • Câmara,
  • Michel Temer
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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Arlindo Cunha ou Eduardo Chinaglia?

2/2/2015 9:15
Por Leandro Mazzini - de Brasília

Dá no mesmo. Quem manda na Câmara é o Palácio do Planalto.


Rep/ACS

Seja quem for o eleito hoje, em Brasília, para o terceiro cargo mais importante do Brasil na hierarquia do Poder – atrás da presidente Dilma e do vice Michel Temer – vai degustar das benesses servidas pela Presidência da República, quem realmente controla o cardápio há décadas, e não será diferente desta vez.
Só há promessas de independência. E nada mais que isso. E desde que mundo é mundo, promessa não passa de promessa – em especial se tratando de política e políticos.
Os deputados Eduardo Cunha (PMDB) ou Arlindo Chinaglia (PT) vão fazer o jogo do Palácio. Há uma disfarçável independência da Casa Legislativa nos discursos de ambos (escancarada, na voz do peemedebista, e discreta, na do petista).
Mas quem comanda o jogo ali é a horda que grita veladamente ou não por cargos, emendas parlamentares e verbas extras vias ministérios para as obras em suas bases eleitorais – e tudo isso não virá da caneta de Chinaglia ou Cunha, mas de Dilma Rousseff. E ponto.
O que está em jogo até este domingo, antes da eleição, na maratona de reuniões, almoços, jantares e promessas de Cunha e Chinaglia são as vantagens no varejo: o controle de uma comissão aqui, dez cargos comissionados num ministério ali, etc. Vazam para a imprensa o que querem, e isso tornou-se tão natural do jogo do Poder que nem causa mais espanto.
Os candidatos à Presidência da Câmara sabem que com essa turma se negocia no atacado – e quem manda nesse estoque é o depósito central, do outro lado da Praça dos Três Poderes. A dita independência do Legislativo Brasileiro é discurso repetido para a sociedade aplaudir. E nada mais.
O País assistirá a partir de hoje à derrocada desse discurso, gradativamente, no momento em que o petista ou o peemedebista subirem ao trono e começarem a visitar o Palácio. E o brasileiro cairá na real de que nada mudou, por ora, quando o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) for reeleito para o comando do Senado Federal. Um detalhe, o PMDB pode repetir nas duas Casas a supremacia do controle dos dois últimos anos, e escantear o PT que já não é tão unido mais.
O jogo só mudará sob pressão popular. O ‘gigante’ acordou em Junho de 2013, bateu forte à porta do Congresso Nacional, assustou os inquilinos, mas.. voltou para casa e dormiu. Mas há outro ‘gigante’ prestes a acordar. Ele está sendo despertado de seu sono profundo, pela operação Lava Jato, e deve bater às portas de gabinetes de parlamentares eleitos e não-eleitos em breve. Atende pelo nome de Justiça.
O verdadeiro ex-Eike
Muito, mas muito discreto e nada farrista como Eike Batista, o banqueiro André Esteves, controlador do BTG Pactual, tornou-se quase tudo o que Eike propalou que seria: um homem bilionário e de sucesso nos negócios.
Poucos ouvem falar de Esteves. Jovem de menos de 40 anos, tem uma carreira meteórica e brilhante à frente de uma das maiores carteiras de investimentos do Brasil – e soube fazer dela sua mina interminável de ouro.
Esteves não é dado a política. Carioca da Tijuca, cresceu no BTG como técnico, sem se associar a mandatários ou deles depender. Hoje, tem bilhões de reais de patrimônio, voa num jato particular de US$ 50 milhões, é chamado para jantares empresariais em toda parte do planeta e só fez um amigo político – Luiz Inácio Lula da Silva. Para ele, basta.
Ao contrário de Eike, que faliu centenas de acionistas grandes e pequenos, Esteves distribui riquezas em dividendos há anos. Um breve panorama de pagamentos a sócios e funcionários nos últimos três anos mostram o tamanho do império: foram R$ 1,2 bilhão distribuídos em 2014, apenas 10% a menos que em 2013, diante da economia em recessão. Em 2012 foram pagos R$ 1,16 bilhão a 2.195 colaboradores – ou R$ 532 mil em média para cada um, desde acionistas a funcionários.
Marqueteiro, vendendo vento durante anos, Eike acaba de deixar o conselho da OGX, a maior de suas marcas, do setor de petróleo, por pressão dos acionistas. Esteves nada de braçadas em extensos poços de petróleo comprados da Petrobras pelo BTG a preços de banana em países da África.
Entrou na mira dos políticos bajuladores. Por ora, só dos políticos.



_______________________________________
Com Equipe DF
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domingo, 1 de fevereiro de 2015

PT teme que voto secreto gere 'traições' em eleição na Câmara

Apesar de apoio oficial, parte do PDT e do PSD-RJ deve votar em Cunha.
Delgado poderá perder votos entre paulistas do PSDB, apesar de aliança.

Nathalia Passarinho Do G1, em Brasília
Foram muitas as promessas em troca de votos na eleição deste domingo (1º) para presidente da Câmara, mas a votação secreta preocupa o PT, que teme “traições” de parlamentares que oficialmente declararam apoio ao candidato do partido, o deputado Arlindo Chinaglia (SP).

Os 513 políticos deputados eleitos e reeleitos em outubro tomam posse às 10h deste domingo e, no final da tarde, vão às urnas para escolher quem comandará a Casa pelos próximos dois anos.
O principal adversário de Chinaglia é o líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), que lançou o nome na disputa em novembro do ano passado e empreendeu uma agressiva campanha com viagens por todo o país em um jatinho fretado pelo partido. Também concorrem ao posto, o líder do PSB, Júlio Delgado (MG), conhecido como “candidato da oposição”, e o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), que faz carreira solo e só conta com o apoio do PSOL.
saiba mais
  • Cunha e Chinaglia passam o dia em negociações por voto de indecisos
  • Na reta final da eleição, candidato do PMDB é sondado sobre rodízio com PT
  • PDT oficializa apoio a Arlindo Chinaglia para presidir Câmara
  • PV informa a Eduardo Cunha que manterá apoio a Júlio Delgado
  • Cunha diz ouvir relatos sobre 'ameaças' do governo a deputados
Até esta sexta (30), o PT obteve o apoio oficial de PCdoB, PDT, PSD e PROS.  Parlamentares ouvidos pelo G1 preveem “baixas” significativas no PSD, principalmente entre deputados de Rio de Janeiro, de parcela do PDT  e do PR, que devem votar em Eduardo Cunha.
“Eu só posso me beneficiar com traições. Alguém já viu alguém trair a amante? As pessoas traem a mulher. Eu sou a amante”, disse o peemedebista, que é desafeto da presidente Dilma Rousseff e liderou, em 2013, a criação do blocão, grupo formado por partidos da base insatisfeitos com o governo federal.
O fantasma das “traições” na eleição para presidente da Câmara ronda o PT desde 2005, quando o candidato do partido, Luís Eduardo Greenhald, perdeu para Severino Cavalcanti (PP-PE). Apesar de ter obtido o apoio formal da maioria dos partidos, Greenhald só teve 195 votos no segundo turno enquanto Cavalcanti foi eleito com 300 votos.
Temeroso de perder para Eduardo Cunha, o governo federal colocou o time de ministros em campo e ofereceu aos parlamentares cargos na Mesa Diretora e em comissões temáticas, além da liberação de emendas parlamentares - recursos que os deputados destinam no Orçamento a seus redutos eleitorais.
O PT está disposto a fazer concessões na Mesa e nas comissões para agregar o bloco. Se formos eleitos, teremos seis cargos na Mesa Diretora e a presidência de oito comissões"
Deputado José Guimarães (PT-CE)
“O PT está disposto a fazer concessões na Mesa e nas comissões para agregar o bloco. Se formos eleitos, teremos seis cargos na Mesa Diretora e a presidência de oito comissões”, disse o vice-líder do partido, José Guimarães (CE).
'Jogo pesado'
Os adversários admitem que o PT “jogou pesado” e conquistou votos na reta final. Cunha chegou a acusar o governo de “ameaçar” deputados com “retaliação” se não apoiassem Chinaglia, o que foi negado pelo ministro de Relações Institucionais, Pepe Vargas (PT).“O governo não trabalha com ameaças nem compra deputados. Com esse tipo de declaração, o deputado ofende o Congresso Nacional”, rebateu.
Mas, ainda que haja algum tipo de ameaça de retaliação dos candidatos, o sigilo da votação resguarda os deputados de serem cobrados individualmente no futuro. “O líder pode até orientar a nossa bancada para votar no Arlindo Chinaglia, mas ele não garante que haverá fidelidade. O Eduardo Cunha é nosso Wladimir Putin [presidente da Rússia]. Pode falar o que quiser do Putin, mas sem ele os Estados Unidos fariam o que quisessem do mundo”, disse ao G1 um deputado do PR que não quis se identificar.
O líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), minimiza, porém, o impacto do voto secreto no resultado. “Nós confiamos dos deputados que se comprometeram conosco e que reconhecem que a candidatura do Arlindo é a melhor no momento”, disse. Na última sexta (30), após obter o apoio do PDT, Chinaglia disse não se preocupar eventuais traições.
“Se eu for me preocupar com as estradas vicinais, eu perco. Eu tenho uma viagem longa, mais importante, é isso que estou perseguindo. Desde quando eu comecei a campanha, curtíssima, você há de convir que a própria imprensa está recuando de um suposto favoritismo [de Eduardo Cunha]”, afirmou. Mas os petistas também apostam em ganhar alguns votos de dissidência na eleição de domingo, sobretudo do PRB, partido que apoia oficialmente Eduardo Cunha.
  •  
Tem muito deputado com quem converso que diz: ‘Eu tenho compromisso com outro candidato, mas na hora da urna, se eu votar com o coração, vai ser em você [Júlio Delgado]'"
Deputado Júlio Delgado (PSB-MG),
candidato à presidência da Câmara
PSDB
A expectativa é de que o candidato do PSB ao comando da Câmara, Júlio Delgado (PSB-MG),  também perca votos com o sigilo da eleição. Delgado tem o apoio oficial de PSB, PSDB, PPS e PV. No entanto, nos bastidores, é esperado que um grupo de tucanos, principalmente da bancada de São Paulo, opte por votar em Eduardo Cunha.
O peemedebista lançou forte ofensiva na semana passada para conquistar os votos do PSDB, principalmente dos parlamentares da capital paulista. A ação chegou a gerar rumores de que o maior partido de oposição desistiria da aliança com Delgado.
Para reforçar o apoio, o senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, telefonou pessoalmente para colegas de legenda e das siglas que compõem o bloco de sustentação de Delgado. Na última sexta (29), após reunião em Brasília, os partidos declararam novamente que votarão no deputado do PSB.
Apesar da instabilidade gerada com os boatos, Delgado diz que pode se beneficiar com a votação secreta. Segundo ele, muitos parlamentares acreditam em seu projeto de governo, mas já firmaram acordos formais com os adversários e podem “trair” na hora da votação.
“Tem muito deputado com quem converso que diz: ‘Eu tenho compromisso com outro candidato, mas na hora da urna, se eu votar com o coração, vai ser em você'”, disse, em entrevista ao G1.
Para o parlamentar, a votação secreta garante independência aos deputados e evita que eles sejam coagidos a votar em candidatos com amplo poder de manobra. "Claro que ninguém é ingênuo a ponto de achar que não haverá dissidência nas bancadas. Mas, na nossa, haverá a menor dissidência de todas."
Votação
A sessão para eleger presidente da Câmara e membros da Mesa Diretora terá início às 18h. Cada um dos quatro candidatos  ao comando da Casa poderá discursar na tribuna para pedir apoio e apresentar propostas.

Foram distribuídas pelo plenário 14 urnas eletrônicas. Cada deputado escolherá, em uma única votação, o candidato para presidente da Câmara e para outros 10 cargos da Mesa Diretora, entre eles o de vice-presidente e 1 º secretário, que cuida das finanças da Casa.
A apuração para o cargo de presidente da Câmara é anunciada antes. A previsão é de que a contagem dos votos termine por volta das 22h. Para ser eleito em primeiro turno, é preciso obter metade mais um dos votos dos deputados presentes à sessão.
Se houver segundo turno, a apuração dos votos para os demais cargos da Mesa só é anunciada depois. Neste caso, ocorre nova votação somente para definir o presidente da Casa. A expectativa em caso de segundo turno é que o resultado só saia depois da meia-noite.
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    31/01/2015
 
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sábado, 31 de janeiro de 2015

À espera do petrolão, Congresso liga o dane-se (Josias de Souza)

31/01/2015 02:47

O Congresso inaugura neste domingo uma legislatura condenada a defrontar-se com um desastre definidor do seu caráter. Todos sabem que o petrolão, espécie de asteroide político, vai se chocar com a edificação de Oscar Niemeyer. Prestes a se tornar uma instituição ainda mais frágil num sistema político cada vez mais precário, o Parlamento vive seus últimos dias de ansiedade antes da explosão. E o que faz? Em vez de tentar salvar a alma, entrega-se aos seus vícios mais calhordas. Sem disfarces.
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Eleições para a presidência da Câmara e do Senado22 fotos
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27.jan.2015 - Candidato a presidência da Câmara dos Deputados pelo PSOL, o deputado Chico Alencar, concede entrevista sobre sua candidatura. A sigla, que terá cinco deputados na próxima legislatura, costuma lançar candidato à presidência da Câmara para marcar posição. Em 2013, Alencar ficou em quarto lugar, com 11 votos Leia mais Luis Macedo / Câmara dos Deputados

O primeiro ato dos congressistas após a posse será a eleição dos presidentes do Senado e da Câmara. A grande novidade do processo é a ausência de novidades. Ouve-se de tudo no Legislativo —do tilintar de verbas orçamentárias à oferta de cargos. Só não se escuta um debate consequente sobre a certeza do choque com o asteroide e a melhor maneira de evitar que as dezenas de ações que a Procuradoria moverá contra parlamentares no STF se converta numa desmoralização irreversível de uma classe já tão esculhambada.

No Senado, o favorito é Renan Calheiros, um político cuja reincidência tornou-se prova irrefutável da insanidade reinante na política brasileira —uma atividade em que prontuários são confundidos com biografias. Símbolo mais poderoso dessa vocação para a reabsolvição perpétua, Renan reivindica sua tetrapresidência com o aval do PMDB e com as bênçãos de Dilma Rousseff. O rival Luiz Henrique, também peemedebista, vai à disputa como azarão.

Na Câmara, a mesma Dilma que conspira a favor de Renan faz cara de nojo para Eduardo Cunha, outro favorito do PMDB. Mobilizada pelo Planalto, uma infantaria de ministros promete mundos e, sobretudo, fundos aos deputados que se dispuserem a votar no petista Arlindo Chinaglia, vendido como herói da resistência, o único capaz de fazer da Câmara uma Casa “independente” do Executivo. Nessa dança de elefantes, Júlio Delgado (PSB) e Chico Alencar (PSOL), outros dois pseudo-concorrentes, fazem figuração.

O convívio com a certeza pré-anunciada do desastre não fez bem ao Congresso. A instituição entregou-se de vez ao deboche. Ligou o botão de ‘dane-se’. Difícil escolher uma metáfora para o que sucede no Legislativo. Brincar de roleta-russa sobre um sumidouro talvez seja a descrição mais adequada.
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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

PPS, PSDB, PSB e PV reafirmam bloco na Câmara e apoio a Delgado
 

Jornal do Brasil


O PPS, o PSDB, o PSB e o PV vão oficializar nesta sexta-feira um bloco parlamentar, que reunirá 106 deputados, e vai atuar pela eleição de Júlio Delgado (PSB-MG) para a presidência da Câmara dos Deputados. Os líderes do PPS, Rubens Bueno (PR), e do PSDB, Antonio Imbassahy (BA), reafirmaram, na tarde de hoje, ao lado do candidato, o apoio de seus partidos. O PV, que não pôde participar do encontro, também garantiu o apoio.

Júlio Delgado garantiu que sua candidatura é pautada pela independência do Parlamento diante do Executivo e disse que, ao contrário do que tentam vender para a imprensa, ele está firme na disputa.

O líder do PPS frisou que a escolha por Júlio Delgado era coerente com a posição que todos os partidos que o apoiam tiveram na última eleição. "Essa é a candidatura da oposição".

O líder do PSDB garantiu ainda que Delgado tem amplo apoio de sua bancada porque apresentou as melhores propostas para presidir a Câmara dos Deputados.

O ato que selará o bloco, cujo horário ainda será definido, contará com a presença dos presidentes do PPS, deputado Roberto Freire (SP); do PSDB, senador Aécio Neves (MG); do PSB, Carlos Siqueira; do PV, deputado José Luiz Penna (SP), e de parlamentares das quatro legendas.

Tags: câmara, candidatos, deputados, eleição, presidência
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  4. PSD oficializa apoio a Arlindo Chinaglia à presidência da ...

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  5. PSD oficializa apoio a Arlindo Chinaglia à presidência da ...

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    O deputado eleito Rogério Rosso (PSD-DF) já foi escolhido para ser o líder do ... do PSD no bloco do PT, apoiando a candidatura do deputado Arlindo Chinaglia. ... JáJúlio Delgado conta com o apoio oficial do PSB, do PSDB, do PV e PPS.
  6. Solidariedade apela por apoio a Eduardo Cunha - Jornal O ...

    oglobo.globo.com/.../solidariedade-apela-por-apoio-eduardo-cunha-151...

    22 de jan de 2015 - A estratégia é oficializar o apoio do Solidariedade, para aumentar o poder de ... no bloco que envolve PSDB, PSB, PPS e PV, para a eleição da Mesa, em ... pelo PSB, do candidato ao comando da Câmara Júlio Delgado.
  7. G1 - Delgado nega acordo com PT e diz que Solidariedade ...

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    7 dias atrás - Candidato a presidente da Câmara, o líder do PSB, Júlio Delgado (MG),... o bloco de oposição que formaria com PSDB, PV, PPS e PSB devido ao suposto ...Atualmente Delgado tem o apoio de PSDB, PSB, PPS e PV. ... negou que exista acordo formal com Delgado para o segundo turno da eleição da  ...
  8. Bloco é lançado com divisão sobre eleição na Câmara ...

    brasileconomico.ig.com.br/.../bloco-e-lancado-com-divisao-sobre-eleica...

    17 de dez de 2014 - Bloco que une PPS, PSB, PV e SDD já nasce dividido. PSB quer viabilizar Júlio Delgado e o partido de Paulinho da Força (SDD) não pretende recuar deapoio a Eduardo Cunha. ... O PPS, PSB, PV e o Solidariedade (SDD) oficializaram a formação de uma federação de partidos. O objetivo é uma atuação  ...
  9. PSB, PPS, PV e Solidariedade criam bloco de oposição - Veja

    veja.abril.com.br/.../psb-pps-pv-e-solidariedade-criam-bloco-de-oposica...

    10 de dez de 2014 - Eles devem oficializar a candidatura do deputado Julio Delgado... O grupo ainda pretende atrair PSDB e DEM em apoio à candidatura de Delgado. ...Eleição na Câmara: Eduardo Cunha intensifica articulação para dar  ...
  10. Chinaglia, Cunha e Delgado anunciam blocos para a ...

    www.correiobraziliense.com.br/.../chinaglia-e-eduardo-cunha-anunciam-...

    17 de dez de 2014 - ... oficializa candidatura à presidência da Câmara dos Deputados · Caso eleito presidente da Câmara, Eduardo Cunha será obstáculo para Dilma ... PSDBanunciará apoio a Júlio Delgado na disputa à Presidência da Câmara ... Ontem, oPSB, o PPS, o PV e o Solidariedade haviam anunciado um bloco  ...
  11. Cunha e Chinaglia entram na reta final pela presidência da ...

    municipiosbaianos.com.br/noticia01.asp?tp=1&nID=17729&tema...

    7 dias atrás - O candidato do PSB, Julio Delgado, continua correndo por fora. ... Aeleição da presidência da Câmara para o próximo biênio, marcada para o ... PT tentaapoio do PSDB na disputa pela presidência da Câmara ... participação no bloco que envolve PSDB, PSB, PPS e PV na composição da Mesa Diretora.


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Médico Clínico e Sanitarista - Doutor em Saúde Pública - Coronel Reformado do Quadro de Dentistas do Exército. Autor dos livros "Sistemismo Ecológico Cibernético", "Sistemas, Ambiente e Mecanismos de Controle" e da Tese de Livre-Docência: "Profilaxia dos Acidentes de Trânsito" - Professor Adjunto IV da Faculdade de Medicina (UFF) - Disciplinas: Epidemiologia, Saúde Comunitária e Sistemas de Saúde. Professor Titular de Metodologia da Pesquisa Científica - Fundação Educacional Serra dos Órgãos (FESO). Presidete do Diretório Acadêmico da Faculdade Fluminense de Odontologia. Fundador do PDT, ao lado de Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, Carlos Lupi, Wilson Fadul, Maria José Latgé, Eduardo Azeredo Costa, Alceu Colares, Trajano Ribeiro, Eduardo Chuy, Rosalda Paim e outros. Ex-Membro do Diretório Regional do PDT/RJ. Fundador do Movimento Verde do PDT/RJ. Foi Diretor-Geral do Departamento Geral de Higiene e Vigilância Sanitária, da Secretaria de Estado de Saúde e Higiene/RJ, durante todo o primeiro mandato do Governador Brizola.
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