terça-feira, 4 de novembro de 2014

Reforma ministerial: Mercadante, Jaques Wagner e Cardozo devem formar tripé de suporte a Dilma

Analistas avaliam que presidente vai manter por perto seus homens de confiança

Carolina Martins, do R7, em Brasília
Dilma Rousseff deve reorganizar ministros na Esplanada dos Ministérios para contemplar novos aliados Valter Campanato / ABr.

A dança das cadeiras no primeiro escalão do governo deve começar nas próximas semanas e a presidente Dilma Rousseff já começou a articular a reforma ministerial para compor seu governo para o novo mandato. Ainda que a prioridade seja anunciar o substituto de Guido Mantega no Ministério da Fazenda, a presidente também deve alterar cargos com o objetivo de trazer para perto seus homens de confiança.
O suporte à presidente Dilma a partir do segundo mandato deve ser feito por um tripé de peso, segundo avaliam analistas políticos. Aloizio Mercadante (Casa Civil), José Eduardo Cardozo (Justiça) e Jaques Wagner, que deixa o governo da Bahia no fim do ano após eleger seu sucessor, devem ser os homens de Dilma a partir de 2015.
Os três são próximos da presidente e se destacam nas funções que ocupam, por isso Dilma deve mantê-los por perto na reorganização dos cargos na Esplanada dos Ministérios.
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Mercadante chegou a ser ventilado como possível chefe da Fazenda. Mas, por ser um homem de confiança de Dilma Rousseff e ter habilidade na articulação política, especialistas acreditam que o ministro deve continuar no núcleo da articulação.
Para o professor de administração pública da UnB (Universidade de Brasília) José Matias-Pereira, Mercadante já mostrou que consegue um bom desempenho em qualquer área da Esplanada. Para o especialista, isso o credencia para ocupar qualquer pasta.
— Ele já mostrou que é uma espécie de polivalente. No governo PT, ela já ficou na Ciência e Tecnologia, já foi da Educação e agora está na Casa Civil. Ele acabou desempenhando um papel importante nessa fase final do primeiro mandato de Dilma e no próprio processo de reeleição, além de ser politicamente uma pessoa muito hábil.
Logo no início do segundo turno, Mercadante pediu licença do cargo para se dedicar exclusivamente à campanha de reeleição de Dilma.  Até fevereiro, ele era ministro da Educação, mas foi chamado pela presidente para assumir a Casa Civil, depois que a então ministra Gleisi Hoffmann se desvinculou para concorrer ao governo do Paraná.
Pelo fato de Mercadante ser quase um coringa, o economista Paulo Brasil não acredita que sua habilidade de negociação será desperdiçada na equipe econômica.
— Ele é um nome muito mais importante politicamente do que na equipe econômica.
Como também é um dos nomes pensados pelo PT para ser lançado em 2018, os analistas acreditam que Mercadante deve continuar assumindo papel importante e de destaque ao lado da presidente.
José Eduardo Cardozo foi um dos principais articuladores da campanha presidencial de Dilma em 2010 e logo foi nomeado para o Ministério da Justiça. Além de ter a confiança da presidente, o ministro permaneceu os quatro anos no cargo sem se envolver em nenhuma polêmica.
Jaques Wagner está desempregado a partir de janeiro de 2015 e por isso deve ser levado para uma das pastas que trabalha ao lado de Dilma, como a Casa Civil ou Relações Institucionais. Na avaliação do cientista político Matias-Pereira, o desempenho de Wagner durante os oitos anos à frente do governo da Bahia é motivo de prestígio.
— Vai ocupar um lugar bastante importante no segundo mandato de Dilma. Principalmente pelo desempenho eleitoral que ele teve, Jaques Wagner deve ser o chefe da Casa Civil, tem perfil para isso.
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rosseto, e o ex-chefe de gabinete de Dilma, Giles Azevedo, que deixou o cargo para integrar o comando da campanha de reeleição, também devem ser mantidos próximos da presidente.
Cartas fora do baralho
Se os aliados "sem cargo" com bom desempenho eleitoral devem ser agraciados, os nomes que foram derrotados nas urnas não têm muitas chances no primeiro escalão. É o caso, por exemplo, do ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, que perdeu no primeiro turno em São Paulo e ficou em terceiro lugar.
Os governadores petistas do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, e de Brasília, Agnelo Queiroz, que não conseguiram ser reeleitos, além do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que também não conseguiu renovar o mandato, não devem ter espaço na Esplanada, de acordo com especialistas. A avaliação do professor Matias-Pereira é de que Dilma já tem aliados demais para abrigar nos ministérios.
— Ela vai governar com a base aliada mais fragmentada, e vai ter que efetivamente criar as condições para abrigar aqueles que virão agregar. Não vai haver espaço para abrigar aqueles que não triunfaram.
Atualmente com 39 ministérios, a presidente Dilma precisa distribuir os nomes de acordo com as necessidades da base aliada. O PMDB, maior partido aliado, deve ser o mais amplamente contemplado.
O cientista político da UnB David Fleischer avalia que os peemedebistas não vão se contentar com as pastas que já têm e é provável que Dilma precise aumentar a cota do partido de seu vice, Michel Temer.
— O problema é o PMDB, ele não quer mais do mesmo, quer mais e ponto-final. Vai querer mais ministérios e mais importantes, e quer a presidência da Câmara dos Deputados no ano que vem.
Além do PMDB, a presidente precisa acomodar outros sete partidos da sua coligação: PR, PRB, PROS, PDT, PCdoB, PP e PSD.
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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Médicos britânicos querem indicação de calorias em bebidas alcoólicas

  • Há 1 hora
Governo britânico e Comissão Europeia vão analisar possibilidade de incluir calorias em rótulos de bebidas
Médicos britânicos afirmam que bebidas alcoólicas vendidas no país deveriam ter uma indicação das calorias que contêm para reduzir a obesidade na Grã-Bretanha.
Os membros da Sociedade Real para Saúde Pública alertam que um copo grande de vinho pode conter cerca de 200 calorias, o mesmo de uma rosquinha doce recheada.
A secretária britânica de Saúde Pública, Jane Ellison, afirmou que já foram alcançados "grandes avanços" na colocação das calorias em rótulos de alimentos e o governo também vai analisar a questão das bebidas alcoólicas.
"É muito positivo ver que as pessoas querem mais informações que as ajudem a levar uma vida mais saudável. Fizemos grandes avanços nos rótulos de alimentos e os clientes agora podem ver as calorias que estão consumindo em muitos produtos."
"Já é possível para os produtores e revendedores de bebida alcoólica mostrarem o conteúdo calórico em seus rótulos, mas nós vamos continuar a analisar o que mais pode ser feito para ajudar as pessoas a fazerem escolhas mais saudáveis", acrescentou.
A indústria de bebidas alcoólicas afirmou que está aberta à ideia de indicar as calorias nos rótulos, mas acrescentou que acredita ser mais importante indicar o teor alcoólico.
A Grã-Bretanha é apontada como um dos países com maior número de obesos do mundo. Cerca de um quarto da população adulta britânica está classificada como obesa.
Leia mais: Estudo indica aumento de consumo de álcool em dias de exercícios

Leis europeias

De acordo com as leis da União Europeia, as bebidas alcoólicas não precisam ter em seus rótulos o número de calorias.
Mas a Comissão Europeia já está pensando em colocar esta informação nos rótulos de bebidas também.
Na Grã-Bretanha, a pesquisa da Sociedade Real para Saúde Pública sugere que a medida seria aprovada pelo público, que, em sua maioria, desconhece estes dados.
"É surpreendente, cerca de 80% dos adultos não sabem qual o número de calorias que está bebendo, e se eles acham que sabem, eles totalmente subestimam (as calorias ingeridas)", disse à BBC Shirley Cramer, presidente da organização.
Para Cramer a indicação das caloriaspode ajudar a reduzir a obesidade e o consumo de bebidas alcoólicas.
A sociedade realizou uma pequena experiência em um bar e observou que as pessoas que eram alertadas sobre o número de calorias nas bebidas consumiram 400 calorias a menos durante o tempo em que ficaram no bar.
Estimativas sugerem que 10% das calorias ingeridas por adultos têm sua origem em bebidas alcoólicas.
O Portman Group, que representa os fabricantes de bebidas alcoólicas na Grã-Bretanha, afirmou que pensa "seriamente" nas consequências da bebida para a saúde e já fornece informações de calorias em um website, o Drinkaware.
"Produtores de bebidas podem ter um papel importante na informação e educação dos consumidores e estão abertos a mais discussões sobre informações de calorias. Mas, é essencial que o teor alcoólico, e não as calorias, devam primeiramente informar o consumidor em sua decisão", afirmou o grupo em uma declaração.
"É preciso fazer muito mais para conscientizar a respeito dos conteúdos e dos danos que podem ser causados pelas bebidas alcoólicas", disse Jackie Ballard, diretora da organização de caridade britânica Alcohol Concern.
"Você entra em qualquer loja e as calorias, quantidade de gordura, açúcar e muito mais estão atrás dos pacotes de alimentos e não vemos porque deveria ser diferente com as bebidas", acrescentou.

domingo, 2 de novembro de 2014

Rebelião no PMDB é motivo de reunião entre Temer e a bancada

31/10/2014 13:50
Por Redação - de Brasília

Michel Temer
O vice-presidente, Michel Temer, quer a presença do PMDB na coordenação política

Vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB, o advogado Michel Temer tenta conter uma rebelião na legenda, em marcha desde a vitória da presidenta Dilma, no último domingo. Temer convocou uma reunião com o conselho político do partido para a próxima quarta-feira, no Palácio do Jaburu, para minar a candidatura à presidência da Câmara do líder do partido, Eduardo Cunha (RJ), ligado aos setores mais retrógrados do partido. Foram convocados senadores, governadores e deputados federais eleitos com o objetivo de cumprir um acordo no qual a Presidência do Senado permanece com o PMDB e a da Câmara, com o PT, seguindo a tradição de que o comando deve ser dado ao partido com a maior bancada.
A missão é difícil. No início da semana, deputados federais da bancada peemedebista se uniram em torno do líder Eduardo Cunha para, na prática, impor a candidatura dele à Presidência da Casa. Negociar, porém, é possível, uma vez que estes parlamentares são os principais interessados na manutenção de cargos e regalias no governo. Há, porém, algumas mágoas a reparar. A falta de apoio do PT ao PMDB na disputa eleitoral em alguns Estados causou estragos no maior partido da base aliada e este fator agora se reflete nos resultados do plenário da Câmara dos Deputados, com a demonstração de força do deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que infligiu uma derrota ao governo, na terça-feira, e ameaça colocar em votação matérias que terão impacto direto nas contas da presidenta Dilma Rousseff.
Para semana que vem, está prevista a votação do orçamento impositivo, projeto que obriga o Executivo a repassar o dinheiro das emendas parlamentares que forem aprovadas pelo Congresso no orçamento anual do governo. Hoje em dia, o governo não tem essa obrigação e segue o orçamento aprovado por deputados e senadores apenas como uma recomendação de gastos.
Presidente da Câmara, Alves é um dos peemedebistas que saíram derrotados da eleição e devem cobrar a conta do governo. Ele disputou o governo do Rio Grande do Norte e perdeu no segundo turno para Robinson Faria (PSD), que recebeu o apoio do PT e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na análise do cientista político da Universidade de Brasília (UnB) David Fleischer, conversando com jornalistas, com um presidente ressentido na Câmara dos Deputados, a vida de Dilma vai se complicar até o final do primeiro mandato.
– O PMDB sai da eleição bastante aborrecido. Ele (Henrique Alves) vai dificultar muita coisa na Câmara. Naturalmente, Dilma e o PT não vão esperar nada dele – disse.
Analistas também avaliam que há casos de estranhamento entre PT e PMDB em outros Estados que vão ser resolvidos no Congresso. Por isso, o professor de administração pública da UnB José Matias-Pereira acredita que os próximos dois meses vão exigir muita negociação do Planalto.
– As mágoas que ele [Eduardo Alves] está trazendo não são só dele, muitos políticos da base do governo que estão chegando bastante arranhados. Serão dois meses nos quais o nível de inquietação vai ser alto. Como presidente da Câmara, ele tem essa prerrogativa de tirar da gaveta matérias que eventualmente poderiam criar problemas, inclusive no próprio controle das contas públicas – disse ao site R7.
Novas ameaças
Um outro projeto com impacto direto nas contas do Executivo está na pauta da próxima semana. Trata-se da Propostas de Emenda à Constituição (PEC) 170, que altera a Constituição e garante proventos integrais às pessoas que se aposentarem por invalidez. Atualmente, os aposentados nessa categoria recebem o benefício de acordo com o tempo que contribuíram com a Previdência Social. A PEC 155, que acaba com a contribuição previdenciária dos servidores públicos inativos, também pode entrar na pauta. Na última terça-feira, o governo sofreu a primeira derrota após a reeleição de Dilma ao ter o projeto de criação de conselhos populares derrubado pelos deputados.
Diante das novas ameaças na Câmara e preocupado com os custo que a mágoa do PMDB pode gerar no orçamento, o ministro Casa Civil, Aloizio Mercadante, chamou o presidente da Câmara para uma reunião na véspera. Segundo Alves, Mercadante quis saber quais serão os assuntos que entrarão na pauta nos próximos dias e pediu “ponderação” sobre projetos que podem comprometer as contas públicas.
– A preocupação que ele revelou foi com as questões fiscais, o que preocupa muito em votações que venham, portanto, comprometer (as contas do governo) – disse Alves aos repórteres.
Mas a conversa nos bastidores é a de que praticamente toda a bancada do PMBD está insatisfeita com o governo e não pretende dar refresco para a presidenta reeleita. Eduardo Cunha (PMDB-RJ) segue com a intenção de promover novos levantes levantes na bancada contra a orientação do governo nas votações em plenário. Em junho deste ano, Cunha foi um dos principais articuladores para derrubar o projeto de Marco Civil da Internet, o que exigiu muita negociação, com participação até de ministros do governo. Para o ano que vem, Eduardo Cunha quer a presidência da Casa.
Barganhas
A Presidência da Câmara é um cargo que pode virar tema de barganha entre PT e PMDB. O PMDB já deu carta branca para Eduardo Cunha articular sua candidatura entre os colegas deputados. No entanto, o PT já sinalizou que quer brigar pelo cargo, reivindicando o direito de presidir a Casa por ter a maior bancada e a alternância de poder, já que PMDB ficou com a presidência no último biênio. Partidos de oposição também não descartam formar um bloco e lançar um nome para a disputa.
Ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho minimizou, nesta manhã, a crise entre PT e PMDB na Câmara dos Deputados. Ele acredita que a derrota na questão dos conselhos populares foi um caso isolado.
– Alguns setores do PMDB tomaram a decisão de nos derrotar, eu não confundo isso com o conjunto do partido até porque o PMDB é muito mais que um aliado, é parte do governo na medida que o vice-presidente Michel Temer preside também o PMDB – acredita.
Em junho do ano passado, quando o PMDB confirmou o nome de Temer na chapa de Dilma, a insatisfação de parte do diretório nacional ficou clara nas urnas. Das 673 pessoas que votaram na convenção nacional, 275 preferiam que o PMDB se descolasse do PT nas eleições – o equivalente a 40% dos votos válidos.

sábado, 1 de novembro de 2014

TSE critica PSDB e deve rejeitar pedido de auditoria


Publicação 01/11/2014 - 07h12 Atualizado 01/11/2014 - 08h12

O pedido de auditoria no segundo turno eleitoral feito pelo PSDB não encontrou eco no Tribunal Superior Eleitoral. Quatro dos sete ministros da Corte já dizem nos bastidores, em observações críticas ao partido de Aécio Neves, que a tendência é de que o pedido seja rejeitado já na sessão da próxima terça-feira.
"Não há nada que comprometa" a lisura do processo eleitoral, avaliou o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro João Otávio de Noronha. Na ação levada à Justiça Eleitoral, o PSDB cobra a abertura de um processo para verificar os sistemas de votação e de totalização dos votos, com a criação de uma comissão de especialistas indicados pelos partidos políticos para analisar os dados solicitados à Justiça eleitoral. Parte dos documentos pedidos pelo partido, como os boletins de urna, é de acesso público na internet. Outros podem ser requisitados pelos partidos, com base nas resoluções do TSE.
A avaliação inicial na Corte é de indignação com o pedido dos tucanos. Noronha chegou a classificar como "prejudicial" à democracia o pedido. Outros ministros usam a expressão "desserviço" e "antidemocrático" para se referir ao pedido, mas destacam que o plenário vai discutir o tema inclusive para "esclarecer" o processo eleitoral à sociedade. Pela leitura da peça elaborada pelo PSDB e notícias divulgadas, ministros avaliam que não há "nenhum fato concreto" que motive uma autoria.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


terça-feira, 28 de outubro de 2014


Dilma afirma que mudanças na economia começam em novembro

Novo ministro da Fazenda será anunciado no momento adequado, disse em entrevistas a telejornais

Reuters
Dilma: novo ministro da Fazenda será anunciado no momento adequado
Dilma: novo ministro da Fazenda será anunciado no momento adequado
Foto: Ueslei Marcelino/Reuters
BRASÍLIA - A presidente reeleita Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira que novas medidas econômicas serão tomadas a partir de novembro, depois de um amplo diálogo com setores produtivos e financeiros, e que o novo ministro da Fazenda será anunciado no momento adequado.
"Eu pretendo colocar de forma muito clara as medidas que vou tomar, agora, não é hoje", disse Dilma durante entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo. "Antes do final do ano (eu vou anunciar as medidas). Eu vou fazer isso nesse mês que inicia na próxima semana", acrescentou.
Em outra entrevista, também nesta segunda-feira, ao Jornal da Record, Dilma disse que pretende fazer um amplo diálogo sobre as próximas medidas a serem adotadas para fazer a economia voltar a crescer.
"As medidas vão ser... objeto de amplo diálogo, de uma discussão com todos os setores. Não se trata aqui de fazer uma lista de medidas... não acho que é esse o caminho correto", disse Dilma ao ser instada a dar detalhes durante a entrevista ao Jornal da Record.
A petista disse que seu segundo mandato será marcado pelo "diálogo". A falta de interlocução com vários setores econômicos e financeiros é uma das principais críticas ao seu atual governo.
Questionada sobre quem será o futuro ministro da Fazenda, já que durante a campanha anunciou que Guido Mantega, titular da pasta, não continuaria no segundo mandato, a presidente afirmou que não anunciaria o futuro comandante da política econômica nesta segunda-feira.
"Eu não vou discutir só um ministro, eu vou discutir o meu ministério (de forma geral)", disse ao Jornal da Record. "Não tente especular, porque não direi como farei", avisou a petista.
Questionada sobre as especulações de que o presidente do Bradesco, Luiz Trabuco, poderia ser nomeado ministro da Fazenda, num gesto de Dilma para refazer as pontes com o mercado financeiro, a presidente voltou a despistar.
"Você está lançando um nome?", questionou a presidente.
"Eu gosto muito do Trabuco, agora, me desculpa, mas não acho que seja o momento e nem a hora para discutir nomes do próximo governo", argumentou Dilma. "Eu entendo que a imprensa tenha essa curiosidade, mas está cedo."
Dilma deve priorizar as mudanças no comando da área econômica nas próximas semanas, mas, segundo aliados, ela não fará nenhum anúncio nesta semana.
Corrupção e plebiscito
Dilma voltou a dizer que deseja que todas as denúncias de corrupção sobre o suposto esquema de corrupção na Petrobras sejam investigadas e que não acredita que essas investigações possam criar instabilidades políticas graves no seu segundo mandato.
"Eu não acredito num terceiro turno, porque quem tentar um terceiro turno está fazendo um desserviço ao Brasil", disse Dilma ao Jornal da Record.
"No que se refere ao escândalo da Petrobras... eu vou repetir o que eu disse durante toda essa campanha: eu vou investigar, vou me empenhar, doa a quem doer, não vai ficar pedra sobre pedra", afirmou a presidente.
Ao Jornal Nacional, Dilma condenou as especulações e ilações sobre o caso.
"Eu vou fazer questão que a sociedade brasileira saiba de tudo, eu não concordo que isso leva à crise, acho que o que leva à crise no Brasil são as suposições, as ilações e as insinuações", disse.
Segundo denúncias do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, um suposto esquema de sobrepreços de contratos da estatal serviria para alimentar partidos e políticos da base de sustentação do governo.
Costa tem prestado depoimentos no âmbito de um acordo de delação premiada com o Ministério Público. Além dele, o doleiro Alberto Youssef, que faria parte do esquema, também está tentando fazer um acordo semelhante.
Dilma voltou a defender também, como fez durante a campanha eleitoral e no discurso da vitória, a realização de uma reforma política por meio de um plebiscito popular.
Segundo a petista, apesar da proposta apresentada por ela ter sido rejeitada pelo Congresso no ano passado, há agora uma maior possibilidade de ir adiante porque há uma conscientização dos parlamentares e maior apelo popular por um plebiscito.
"Eu acredito que o Congresso vai ter sensibilidade de perceber que essa é onda que avança", argumentou Dilma.
(Reportagem de Jeferson Ribeiro)

segunda-feira, 27 de outubro de 2014


Norte e Sul: Dilma vence em 15 estados, Aécio em 12


Dilma venceu na maioria dos estados do norte e nordeste, Aecio, nos estado do sul e do sudeste - foto: Agencia Brasil.
Dilma venceu na maioria dos estados do norte e
 nordeste, Aécio, nos estado do sul e do sudeste 
– foto: Agencia Brasil.

A divisão no resultado das eleições presidenciais refletiu-se nos estados. 
Das 27 unidades da Federação, a candidata do PT, Dilma Rousseff, venceu em 15 e o candidato do PSDB, Aécio Neves em 12.
Dilma venceu nos estados de Alagoas, do Amazonas, do Amapá, da Bahia, do Ceará, do Maranhão, de Minas Gerais, do Pará, da Paraíba, de Pernambuco, do Piauí, do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Norte, de Sergipe e do Tocantins. Os melhores resultados foram obtidos no Maranhão (78,76%), no Piauí (78,29%) e no Ceará (76,75%).
Aécio Neves ganhou a disputa no Distrito Federal e nos estados do Espirito Santo, de Goiás, de Mato Grosso do Sul, de Mato Grosso, do Paraná, de Rondônia, de Roraima, do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e de São Paulo. Os estados que mais deram vantagem ao tucano foram Santa Catarina (64,59%), São Paulo (64,31%) e Acre (63,86%, com resultado parcial).
No estado natal dos dois candidatos, Minas Gerais, Dilma derrotou Aécio. Dilma ficou com 52,41% dos votos e Aécio, com 47,59%. De um universo de 15,2 milhões de eleitores, a petista venceu o tucano por uma diferença de 550,5 mil votos.
Embora nascida em Minas, Dilma começou a carreira política no Rio Grande do Sul. No estado, onde tem domicílio eleitoral, a presidenta obteve 46,47% dos votos, contra 53,53% do adversário. Em um colégio de 8,4 milhões de eleitores, Aécio venceu Dilma por 455 mil votos de diferença.
Por Agência Brasil

sábado, 25 de outubro de 2014

Dilma e Aécio - as tendências nas pesquisas eleitorais

Em seguida ao primeiro turno, havia uma tendência de alta do candidato tucano Aécio Neves. E Aécio, que claramente na segunda pesquisa tinha batido no teto, agora é descendente. 
Dilma foi estabilizada após o primeiro turno, e agora e ascendente. Nas pesquisas, as tendências ascendente e descendente sinalizam para os estatísticos o que pode vir a acontecer.
Alguns analistas confundem opinião pública subliminarmente, imaginando que o leitor não tem cultura nem competência para perceber que as informações subliminares são tendenciosas e de vontade do analista.
A forma violenta como esses analistas vêm se comportando faz com que se perceba claramente que a radicalização que o país está vivendo pode trazer consequências perigosas para a segurança. Consequências não provocadas pelos candidatos, e sim pelos apaixonados que, como em 1954, imaginavam que o suicídio de Getulio Vargas traria a estabilidade e a segurança para o país. As consequências, na ocasião, foram desastrosas. E dez anos depois, houve o golpe de Estado. 
A vontade do povo só pode ser contida sem urna. Com urna, como dizia um governador do Rio de Janeiro, não há regime melhor do que a democracia, "mas muitas vezes a urna é que atrapalha."
Os números das pesquisas e do primeiro turno da eleição
Dilma Rousseff e Aécio Neves
Dilma Rousseff e Aécio Neves
De acordo com as três últimas pesquisas do Datafolha, divulgadas nos dias 15, 20 e 22 de outubro, Dilma teve as seguintes variações de intenção de voto:
Sudeste - 35% , 40% e 40%
Sul - 34%, 33% e 38%
Nordeste - 61%, 64% e 64% 
Centro-Oeste - 33%, 39% e 37%
Norte - 51%, 55% e 54%
No primeiro turno, a distribuição dos votos entre os três principais candidatos foi a seguinte: 
>> Sudeste:
Dilma – 32,43%
Aécio – 39,4%
Marina – 23,53
>> Sul:
Dilma - 36,32%
Aécio – 47,21%
Marina – 22,92% 
>> Centro-oeste:
Dilma – 32,55%
Aécio – 40,99%
Marina – 17,98% 
>> Norte:
Dilma – 50,52%
Aécio – 28,26%
Marina – 17,98%
>> Nordeste:
Dilma – 59,58%
Aécio – 15,38%
Marina – 23,6%
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