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O resultado da pesquisa Datafolha
foi comemorado agora à noite no Palácio da Alvorada. Um integrante da
campanha ressaltou que além da candidata do PT, Dilma Rousseff ter
aberto uma diferença de 13 pontos percentuais para Marina Silva no
primeiro turno, pela primeira vez a petista aparece numericamente à
frente da candidata do PSB no segundo turno (47% a 43%).
Pouco
antes da divulgação dos números, o clima era de expectativa no Alvorada.
Interlocutores da presidente Dilma Rousseff consultavam a todo minuto
as agências de notícia para checar se a pesquisa já estava no ar.
Avaliação de integrantes da campanha petista ouvidos pelo Blog
é que o resultado do levantamento reforça a linha da campanha de partir
para o enfrentamento nesta reta final contra os dois principais
adversários: Marina Silva e Aécio Neves.
Alerta na campanha de Marina
- Já na campanha de Marina Silva, os números foram recebidos com
alerta. A avaliação interna é que a candidata do PSB tem conseguido
resistir aos ataques de Dilma e Aécio das últimas quatro semanas. Mas há
uma preocupação com o número que indica que pela primeira vez ela está
abaixo da casa dos 30%.
Outro número que chamou atenção foi o da
rejeição. Dos entrevistados, 23% afirmam que não votariam em Marina de
jeito nenhum. Há o reconhecimento dentro do PSB de que a campanha de
desconstrução do PT e do PSDB começa criar erosão na imagem da
candidata. A expectativa é que num eventual segundo turno, haja
igualdade de tempo e estrutura para recuperar os números perdidos.
No PSDB, cautela
- Já no ninho tucano, os números foram recebidos com cautela. Avaliação
realista é que apesar da queda de Marina Silva, há pouco tempo para uma
reversão dos números. E que só um fato novo poderia fazer a candidatura
de Aécio Neves dar uma guinada.
A expectativa de aliados era de
que ele tivesse um crescimento maior já nessa rodada do Datafolha. Mas
há o reconhecimento interno de que a oscilação de apenas um ponto
percentual não deve alterar o cenário.
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Na reta final da campanha, aumentou a preocupação dos comitês
de Dilma Rousseff, Marina Silva e Aécio Neves com a arrecadação de
recursos financeiros. Nos três comitês, até o momento, a arrecadação foi
inferior à previsão inicial.
Por motivos diferentes, todas as campanhas estão enfrentando
dificuldades para levantar recursos. Em comum, a avaliação é de que a
criminalização de doações eleitorais afastou financiadores de campanha
que evitam aparecer nas listas de doação oficial.
Na campanha de
Aécio, a previsão é de que o tucano pode receber 40% do previsto
inicialmente, depois que caiu para a terceira colocação nas pesquisas.
No comitê de Marina, a falta de recursos é sentida na ausência de
propaganda e cartazes pelas ruas de todo o país. Já no quartel-general
de Dilma, há o reconhecimento de que a citação do nome do tesoureiro do
PT, João Vaccari Neto, nas investigações da Polícia Federal sobre
escândalos da Petrobras dificultaram as doações ao partido.
Fornecedores e funcionários dos três comitês estão preocupados com os pagamentos dos serviços.
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