MEC: ensino superior oferece metade das vagas a estudantes de escolas públicas
O ensino público federal oferece metade das vagas para estudantes de escolas públicas, segundo dados do Ministério da Educação (MEC). A reserva está estipulada na Lei de Cotas - nº 12.711/2012. De acordo com o ministério, apesar do prazo para atingir a porcentagem terminar no segundo semestre deste ano, a maioria das universidades e dos institutos federais já atingiu, individualmente, a reserva de metade das vagas para esses estudantes. “A maioria das instituições já cumpre a lei e as demais terão todas cumprido até o segundo semestre de 2016, prazo que estipula a lei”, diz o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Os dados gerais nacionais mostram que, nas universidades federais, 50,6% dos estudantes são de escolas públicas. Nos institutos federais, esse percentual é 50,5%. O MEC divulgou, também, que nesta edição do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), 42,9% das vagas são reservadas para a Lei de Cotas. Outras 7,4% são para ações afirmativas das próprias instituições. O Sisu oferece aos participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) vagas no ensino superior público. Participam 131 instituições, entre universidades e institutos federais. Cotistas Quanto ao desempenho dos estudantes, o MEC diz que está recebendo pesquisas das universidades. Um estudo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) mostra que mais estudantes cotistas (25,3%) atingem índice de eficiência acadêmica maior que 7 - mais alto considerado. Entre os estudantes de ampla concorrência, 24,4% superam o índice. “A universidade ganha porque passa a ser espaço mais diverso, deixa de ser de único grupo social ou etnia e acaba sendo mais plural”, explica o pró-reitor de graduação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Penildon Silva Filho, integrante do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Graduação. Segundo ele, as pesquisas nas universidades sobre o desempenho dos estudantes cotistas são diversas e os resultados variam de acordo com a área do conhecimento. “Mas não é significativo, nem atrapalha a universidade”. Acesso às universidades vem sendo acompanhado pelo MEC O bom desempenho se repete nos institutos federais. "No primeiro ano ainda se nota alguma defasagem em relação aos alunos que vêm de escolas particulares. Isso vai sumindo no segundo ano e no terceiro não se percebe. Em termos de resultado, muitas vezes os estudantes de escola pública superam os de escola privada”, diz o presidente do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), Belchior de Oliveira Rocha. "Eu sou oriundo de escola pública, sei que toda oportunidade que é dada, agarramos com unhas e dentes", acrescenta. Graduações Segundo Rocha, a interiorização dos institutos federais, que levou unidades a locais onde praticamente não há ensino privado, contribuiu para que mais estudantes de escolas públicas acessassem o ensino técnico e mesmo as graduações. Há locais em que os estudantes de escolas públicas preenchem 70% vagas. “O que eu avalio de muito positivo é a convivência de alunos com perfil socioeconômico diferente. Isso é muito positivo, tanto na socialização quanto na troca de aprendizagem e de conhecimento”, diz. Tanto Rocha quanto Filho, no entanto, dizem que a Lei de Cotas evidenciou a necessidade de mais assistência estudantil, de alimentação, transporte e moradia para alunos que muitas vezes não têm condições de se manter na universidade. “Felizmente não houve contingenciamento na assistência estudantil em 2015. A assistência já é infinitamente melhor do que era há dez anos, mas ainda precisa de mais. O Brasil é um país muito desigual”, diz Filho sobre a situação da UFBA. Reserva A Lei de Cotas, sancionada em agosto de 2012, garante a reserva de 50% das matrículas por curso e turno nas 59 universidades federais e 38 institutos federais de educação, ciência e tecnologia a alunos oriundos integralmente do ensino médio público, em cursos regulares ou da educação de jovens e adultos. Os demais 50% das vagas permanecem para ampla concorrência. O prazo para que a porcentagem seja alcançada é este ano. A lei foi regulamentada e a ficou definido ainda que as vagas reservadas às cotas serão subdivididas — metade para estudantes de escolas públicas com renda familiar bruta igual ou inferior a um salário mínimo e meio per capita e metade para estudantes de escolas públicas com renda familiar superior a um salário mínimo e meio. Em ambos os casos, será levado em conta, ainda, o percentual mínimo correspondente ao da soma de pretos, pardos e indígenas no estado, de acordo com o último censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Tags: acesso, alunos, educação, ensino, escola, Governo, pública, universidade
MEC: ensino superior oferece metade das vagas a estudantes de escolas públicas
O ensino público federal oferece metade das vagas para estudantes de escolas públicas, segundo dados do Ministério da Educação (MEC). A reserva está estipulada na Lei de Cotas - nº 12.711/2012. De acordo com o ministério, apesar do prazo para atingir a porcentagem terminar no segundo semestre deste ano, a maioria das universidades e dos institutos federais já atingiu, individualmente, a reserva de metade das vagas para esses estudantes.
“A maioria das instituições já cumpre a lei e as demais terão todas cumprido até o segundo semestre de 2016, prazo que estipula a lei”, diz o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Os dados gerais nacionais mostram que, nas universidades federais, 50,6% dos estudantes são de escolas públicas. Nos institutos federais, esse percentual é 50,5%.
O MEC divulgou, também, que nesta edição do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), 42,9% das vagas são reservadas para a Lei de Cotas. Outras 7,4% são para ações afirmativas das próprias instituições. O Sisu oferece aos participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) vagas no ensino superior público. Participam 131 instituições, entre universidades e institutos federais. Cotistas
Quanto ao desempenho dos estudantes, o MEC diz que está recebendo pesquisas das universidades. Um estudo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) mostra que mais estudantes cotistas (25,3%) atingem índice de eficiência acadêmica maior que 7 - mais alto considerado. Entre os estudantes de ampla concorrência, 24,4% superam o índice.
“A universidade ganha porque passa a ser espaço mais diverso, deixa de ser de único grupo social ou etnia e acaba sendo mais plural”, explica o pró-reitor de graduação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Penildon Silva Filho, integrante do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Graduação. Segundo ele, as pesquisas nas universidades sobre o desempenho dos estudantes cotistas são diversas e os resultados variam de acordo com a área do conhecimento. “Mas não é significativo, nem atrapalha a universidade”. Acesso às universidades vem sendo acompanhado pelo MEC O bom desempenho se repete nos institutos federais. "No primeiro ano ainda se nota alguma defasagem em relação aos alunos que vêm de escolas particulares. Isso vai sumindo no segundo ano e no terceiro não se percebe. Em termos de resultado, muitas vezes os estudantes de escola pública superam os de escola privada”, diz o presidente do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), Belchior de Oliveira Rocha. "Eu sou oriundo de escola pública, sei que toda oportunidade que é dada, agarramos com unhas e dentes", acrescenta. Graduações
Segundo Rocha, a interiorização dos institutos federais, que levou unidades a locais onde praticamente não há ensino privado, contribuiu para que mais estudantes de escolas públicas acessassem o ensino técnico e mesmo as graduações.
Há locais em que os estudantes de escolas públicas preenchem 70% vagas. “O que eu avalio de muito positivo é a convivência de alunos com perfil socioeconômico diferente. Isso é muito positivo, tanto na socialização quanto na troca de aprendizagem e de conhecimento”, diz.
Tanto Rocha quanto Filho, no entanto, dizem que a Lei de Cotas evidenciou a necessidade de mais assistência estudantil, de alimentação, transporte e moradia para alunos que muitas vezes não têm condições de se manter na universidade. “Felizmente não houve contingenciamento na assistência estudantil em 2015. A assistência já é infinitamente melhor do que era há dez anos, mas ainda precisa de mais. O Brasil é um país muito desigual”, diz Filho sobre a situação da UFBA. Reserva
A Lei de Cotas, sancionada em agosto de 2012, garante a reserva de 50% das matrículas por curso e turno nas 59 universidades federais e 38 institutos federais de educação, ciência e tecnologia a alunos oriundos integralmente do ensino médio público, em cursos regulares ou da educação de jovens e adultos. Os demais 50% das vagas permanecem para ampla concorrência. O prazo para que a porcentagem seja alcançada é este ano.
A lei foi regulamentada e a ficou definido ainda que as vagas reservadas às cotas serão subdivididas — metade para estudantes de escolas públicas com renda familiar bruta igual ou inferior a um salário mínimo e meio per capita e metade para estudantes de escolas públicas com renda familiar superior a um salário mínimo e meio. Em ambos os casos, será levado em conta, ainda, o percentual mínimo correspondente ao da soma de pretos, pardos e indígenas no estado, de acordo com o último censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Tags: acesso, alunos, educação, ensino, escola, Governo, pública, universidade
Com mapa dos representantes do PMDB que têm poder de voto nas
mãos, o vice-presidente da República, Michel Temer, iniciará no fim
deste mês um giro pelo País na tentativa de consolidar apoio a sua
recondução ao comando da legenda e de impedir as movimentações do grupo
do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
O vice tem hoje o apoio de cerca de 60% do partido. Com o receio de
ter a liderança partidária posta em xeque e diante da proximidade da
Convenção Nacional da legenda, prevista para março, Temer montou um
grupo específico para cuidar da sua campanha, que contará com a
participação do presidente da Fundação Ulisses Guimarães, Moreira
Franco, e do ex-ministro Eliseu Padilha. O tour deve começar pela Região Sul, onde historicamente o vice detém
maior número de apoio. A princípio, as viagens serão feitas com
recursos da legenda. Segundo o secretário-geral do PMDB, deputado Mauro
Lopes (MG), além das visitas às principais capitais do País, a campanha
também deve contar com uma estrutura de call center para efetivar
contatos com representantes do partido nas cidades em que Temer não
puder visitar. De acordo com um aliado, Temer vai procurar delegados da
sigla para saber o que eles acham da direção atual e até encomendou
pesquisas. A decisão de Temer pelo início da campanha ocorre de olho nas
sinalizações de que o grupo liderado pelo senador Renan Calheiros
lançará um candidato para disputar o comando da cúpula da legenda. Entre
os nomes cotados está o do senador Romero Jucá (RR). Rio No tabuleiro da batalha interna, os dois lados disputarão os votos
dos representantes do Rio de Janeiro, Estado que conta com o maior
número de delegados na convenção. No cenário atual, Temer está em
desvantagem na corrida pelos votos dos peemedebistas fluminenses.
Lideranças do PMDB do Estado ressaltam que não ficou no esquecimento a
manobra do vice, realizada no fim do ano passado, para tentar tirar o
deputado Leonardo Picciani (RJ) da liderança da bancada da Câmara.
Segundo integrantes da legenda, se houver disputa na convenção, o Rio
irá apoiar o movimento liderado por Renan. Com receio de haver um acirramento na disputa pelo comando do PMDB,
Temer passou a adotar, nesta primeira semana do ano, um discurso de
“unidade” e “harmonia”. “Ele vai pregar a unidade partidária ressaltando
que o PMDB é o maior partido do Brasil se estiver junto, se estiver
desunido não vai ter peso para bancar a posição de ser uma alternativa
ao PT e ao PSDB em 2018”, afirmou o deputado Osmar Terra (PMDB-RS),
aliado do vice. A passagem de Temer pelos diretórios estaduais também servirá para
ele ouvir a sigla a respeito de um possível desembarque do governo. “Ele
não vai tocar no tema, mas é óbvio que essa questão vai entrar nas
discussões, os companheiros vão se colocar”, disse Darcísio Perondi
(PMDB-RS)
Mantendo o hábito matinal que adquiriu em Brasília, a presidente Dilma Rousseff saiu, na manhã deste domingo, para pedalar na Orla do Guaíba. Acompanhada por dois homens, Dilma estava equipada com capacete, óculos e luvas durante o passeio. A presidente, que está na Capital desde a tarde de quinta-feira para acompanhar o nascimento do segundo neto,
saiu de casa por volta das 7h de domingo para exercitar-se.
Bem-humorada, abanou para algumas pessoas que a reconheceram durante o
trajeto. Dilma conhece neto recém-nascido em hospital de Porto Alegre
Dilma deve retornar à Brasília na tarde deste domingo.
BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff aproveitou a manhã ensolarada
de Brasília nesta quinta-feira e foi cumprir uma já rotina na sua agenda
matinal: foi pedalar. Dilma pedalou entre cinco a seis quilômetros,
acompanhada de seguranças, como sempre. Ela vai passar o ano novo com a filha em Porto Alegre.
No início, tentou despistar os jornalistas, ao deixar o Palácio do
Alvorada de carro. Os repórteres a encontraram pedalando na ciclovia do
Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB). A presidente assoviou uma
canção, evitou uma poça de lama no meio do trajeto e, no final, desejou
Boas Festas aos repórteres, fotógrafos e cinegrafistas que a
acompanhavam.
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Durante o ano de 2015, a presidente emagreceu e passou a ser vista andando de bicicleta pela manhã.
A presidente enfrenta um processo de impeachment, aceito pelo
presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por conta das chamadas
pedaladas fiscais em 2015. Dilma já defendeu as pedaladas e disse que impeachment é "atalho" para o poder.
As pedaladas fiscais acontecem quando o Tesouro Nacional atrasa de
forma proposital o repasse de dinheiro para bancos públicos e privados e
autarquias, como o INSS, para melhorar artificialmente as contas.
Saiba como foi operação que recapturou traficante "El Chapo"
9 de janeiro de 2016 | 08h23 | atualizado às 10h35
Quando foram divulgadas as primeiras imagens da prisão de Joaquín "El Chapo" Guzmán Loera, um dos traficantes mais procurados do mundo, muitos se perguntaram por que sua roupa estava tão suja.
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E a resposta é que ele havia fugido por bueiros durante uma operação militar que tinha o objetivo de capturá-lo, na cidade de Los Mochis, no noroeste do México.
Ele já havia feito uma fuga subterrânea quando escapou da prisão de segurança máxima Altiplano, em julho de 2015. A ação espetacular foi feita por um túnel de 1,5 km de extensão escavado sob a área do chuveiro de sua cela.
Mas desta vez a estratégia não funcionou. Os fuzileiros navais e policiais militares que seguiam seus passos também o seguiram por baixo da terra.
Segundo Arely Gómez, procuradora geral da República, o plano era que ele fugisse pelo esgoto.
Os militares abriram as tampas do sistema de coleta de água e seguiram "El Chapo" e um acompanhante pela rede pluvial da região.
A perseguição obrigou o traficante a voltar para a superfície.
Moradores da cidade contaram a jornais locais sua surpresa ao ver dois homens saírem dos bueiros da rua Boulevard Rosales.
Eram "El Chapo" e um de seus chefes de segurança, identificado como Orso Iván Gastélum.
Assim que saíram da rede coletora eles roubaram o carro de uma pessoa que estava no local, segundo Gómez.
Mas a vítima denunciou o roubo à polícia. Em minutos, os fuzileiros navais reiniciaram a perseguição.
"El Chapo" e seu segurança não conseguiram sair da cidade: os fuzileiros navais haviam bloqueado a estrada que leva à cidade de Navojoa, no norte do Estado de Sinaloa.
O fugitivo foi detido e os fuzileiros o levaram a um motel perto dali, a 6 km do centro da cidade. Eram cerca de 9h no horário local (14h de Brasília).
Em um dos quartos do motel, com imagens de uma mulher nua na parede, foi tirada a primeira foto de "El Chapo" após a recaptura.
Era a terceira vez que ele era detido.
Guzmán foi preso pela primeira vez em 1993, na Guatemala, mas fugiu em 2001, provavelmente após se esconder entre roupas sujas em um carro de lavanderia que saía da prisão de segurança máxima onde estava detido.
Foi recapturado apenas um fevereiro de 2014, enquanto assistia a uma festa em um balneário mexicano. Mas, 17 meses depois, escapou pelo túnel subterrâneo.
Na noite de sexta-feira, ele foi enviado em um helicóptero para a prisão de segurança máxima de El Altiplano, a mesmo de onde fugiu em 11 de julho de 2015.
Com os seguidos fracassos das autoridades mexicanas em mantê-lo na prisão, é possível que "El Chapo" seja extraditado para os Estados Unidos.
Enfrentamento
Segundo Arely Gómez, uma das razões que possibilitaram que "El Chapo" fosse descoberto foi o fato de ele ter entrado em contato com diversos atrizes e produtores para fazer um filme sobre sua vida.
Isso, diz, possibilitou que sua localização fosse rastreada.
Mas a mais recente operação para recapturar um dos criminosos mais procurados do mundo começou em dezembro, quando o grupo de elite da secretaria dos fuzileiros navais e a Polícia Federal mexicana, que tentavam prendê-lo, souberam que "El Chapo" "iria para uma zona urbana", disse Arely Gómez.
Durante quase um mês eles vigiaram uma casa no bairro Las Palmas, uma zona de classe média alta no norte da cidade de Los Mochis.
No dia 6 de janeiro, chegou uma caminhonete à casa. O grupo checou de novo a informação.
Concluíram então que "o criminoso estava no imóvel", disse Gómez.
Assim, às 4h30 da manhã (horário local) de sexta-feira, 8 de janeiro, os fuzileiros navais e policiais chegaram à casa, mas foram recebidos com disparos.
A troca de tiros foi intensa, segundo jornalistas locais, mas os capangas de "El Chapo" tinham fuzis, granadas e lançadores de mísseis.
Ao final da operação, segundo os fuzileiros navais, morreram cinco companheiros de Guzmán.
Seu corpos ficaram pelo quintal, garagem e um quarto da casa.
Outras seis pessoas foram detidas.
Enquanto um helicóptero Black Hawk sobrevoava a área, "El Chapo" e seu chefe de segurança fugiram pelos canos de coleta de água e resíduos local.
Perseguição intensa
Os militares e policiais que prenderam Guzmán estavam perseguindo-o havia meses, principalmente na região montanhosa conhecida como Triângulo Dourado.
Nesta zona, o megatraficante tem uma grande proteção social de camponeses, pecuaristas e autoridades locais, segundo especialistas.
Ele morou no local por vários anos antes de ser preso pela segunda vez e retornou horas depois de fugir da prisão em julho de 2015.
A busca por ele foi intensa, com interceptação de comunicações de internet e telefones celulares de pessoas próximas a ele.
Sua família também foi vigiada. Além disso, foram utilizados drones com equipamento especial de rastreio, sobretudo nas montanhas da região.
Na área, separada por altas montanhas, são cultivadas maconha e papoula.
Em outubro, Guzmán quase foi preso em uma comunidade local.
A procuradora Arely Gómez disse que um fuzileiro naval que estava em um helicóptero o teve sob a mira de seu rifle, mas não atirou porque "El Chapo" estava abraçado a uma menina.
Mas enquanto ele fugia, tropeçou e machucou o rosto e uma perna. Passou várias semanas em recuperação.
Tecnologia: a chave
Segundo especialistas, a operação nas montanhas pretendia obrigar o traficante a sair dali e se refugiar em áreas urbanas, onde sua segurança pessoal é menor.
Em zonas urbanas, sua visibilidade também é maior, apesar de muitas comunidades de Sinaloa estarem cheias de 'sicários'.
Segundo comunicado dos fuzileiros navais, foi isso que aconteceu na operação em Los Mochis: uma "denúncia cidadã" sobre pessoas armadas os levou ao esconderijo de "El Chapo".
Mas, segundo a procuradora, o rastreio de comunicações também foi um fator chave.
Também pesou a experiência dos que perseguiram Guzmán.
Os fuzileiros navais e policiais que recapturaram "El Chapo" foram treinados nos Estados Unidos.
E alguns dos que participaram da operação são os mesmos que, em fevereiro de 2014, o detiveram no balneário de Mazatlán.