Informação teria sido confirmada ao blog do colunista por cinco deputados federais do PT; “A eventual renúncia de Vargas serve também aos interesses do PT do Paraná, com a ex-ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e do PT de São Paulo, com o ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha”; vice-presidente da Câmara, que pediu licença do cargo, é investigado sobre suas relações com o doleiro Alberto Youssef
8 de Abril de 2014 às 05:28
¶247 – O deputado André Vargas pediu licença da vice-presidência da Câmara por 60 dias. Ele é investigado sobre suas relações com o doleiro Alberto Youssef. Segundo o blog de Ricardo Noblat, ao menos cinco deputados federal do PT defendem sua renúncia, que beneficiaria também candidatos petistas às eleições estaduais. Leia: PT quer a renúncia de André Vargas, por Gabriel Garcia O PT pressiona fortemente André Vargas (PT-PR) para que ele renuncie ao mandato de Deputado Federal. Essa informação foi dada há pouco a este blog por 5 deputados federais do PT. Vargas está envolvido com o doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal sob suspeita de corrupção. A eventual renúncia de Vargas serve também aos interesses do PT do Paraná e do PT de São Paulo. A ex-ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, é candidata a governadora do Paraná O ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, é candidato em São Paulo. Vargas é suspeito de tráfico de influência no Ministério da Saúde para beneficiar seu sócio informal, o doleiro Youssef.
segunda-feira, 7 de abril de 2014
Mais Médicos derruba preocupação com a Saúde Segundo Datafolha, preocupação dos brasileiros com essa área caiu 11 pontos em dois meses; em fevereiro, quando o último levantamento foi divulgado, índice de entrevistados que apontaram a Saúde como a área mais preocupante no País foi de 45%, enquanto agora é de 34%; em julho passado, taxa era 48%; resposta para a melhora é a criação do Mais Médicos, que alcançou este mês 13 mil profissionais trabalhando em unidades básicas; segundo pesquisa CNT, programa tem aprovação de 84,3% da população; Saúde, no entanto, ainda é a área que lidera preocupação, sendo seguida pela Segurança Pública
7 de Abril de 2014 às 15:54
¶247 – Área que lidera a preocupação dos brasileiros, a Saúde teve queda de 11 pontos em um período de dois meses na percepção dos entrevistados sobre os principais problemas do País, aponta pesquisa Datafolha. Em fevereiro, quando o último levantamento do instituto foi divulgado, esse percentual era de 45%. Na pesquisa de 2 e 3 de abril, ele caiu para 34%. A área, no entanto, ainda é a primeira do ranking de temas problemáticos na visão do brasileiro, que aponta a Segurança Pública em segundo lugar, com 20%. Na sequência, estão os seguintes problemas: a Corrupção (13%), a Educação (11%), o Desemprego (5%) e a Fome (3%). As demais opções somaram 12% e 2% disseram não saber responder, segundo o Datafolha. A melhora na Saúde, área que é prioridade no governo da presidente Dilma Rousseff, pode ser explicada pelo avanço do programa Mais Médicos que, aprovado em outubro passado pelo Congresso, alcançou em abril 13 mil profissionais, brasileiros e estrangeiros, trabalhando em unidades básicas de saúde em regiões carentes de todo o Brasil. A iniciativa tem a aprovação de 84,3% dos brasileiros, segundo pesquisa da CNT. Balanço do programa divulgado pelo governo na semana passada dá conta de que estão chegando no País mais 3.745 médicos, totalizando 100% da demanda pedida pelos municípios à esfera federal. "Teremos, então, 13.235 novos médicos cobrindo 4.040 municípios brasileiros, levando mais saúde a 46 milhões de pessoas", escreveu a presidente Dilma no Twitter, na terça-feira 1.
sábado, 5 de abril de 2014
Forças Armadas assumem ocupação de 15 comunidades da Maré, Rio
Ocupação militar terá 2,7 mil homens até o dia 31 de julho. Área vai receber a 39ª Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).
Do G1 Rio
Foto aérea do Conjunto de Favelas da Maré (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)
Tropas do Exército e da Marinha começam a substituir parte do efetivo da Polícia Militar no Conjunto de Favelas da Maré, na Zona Norte do Rio, a partir deste sábado (5). A operação batizada de "São Francisco" — coordenada pelo Comando Militar do Leste (CML) — tem 2.050 homens da Brigada de Infantaria Paraquedista do Exército, 450 da Marinha, 200 da Polícia Militar e uma equipe avançada da 21ª DP (Bonsucesso). A Aeronáutica poderá auxiliar as operações, caso seja necessário. De acordo com o Ministério da Defesa, a Força de Pacificação atuará até o dia 31 de julho em uma área de aproximadamente dez quilômetros quadrados. A ação será comandada pelo general de brigada Roberto Escoto, comandante da Infantaria Paraquedista, uma unidade de emprego estratégico do Exército.
As forças de segurança do Rio de Janeiro ocuparam no domingo (30) 15 comunidades da Maré, onde vivem 130 mil pessoas. A área está sendo preparada para receber a 39ª Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). A entrada da polícia durou 15 minutos. Segundo a Secretaria de Segurança, a ocupação contou com 1.180 policiais militares. Ao mesmo tempo, em diversos pontos da cidade, foram feitas operações da polícia para prender pessoas ligadas a crimes no Conjunto de Favelas da Maré. A região, uma das violentas da capital, é considerada estratégica por estar localizada entre as Linhas Vermelha e Amarela, Avenida Brasil — principais vias expressas da cidade — e o Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim (Galeão).
Mapa do Conjunto de Favelas da Maré (Foto: Editoria de Arte/G1)
Blindados do Exército e da Marinha A operação "São Francisco", segundo o general Ronaldo Lundgren, chefe do Centro de Operações, prevê o emprego de blindados do Exército e da Marinha, além de carros para transporte e logística, motocicletas e aeronaves do Comando de Aviação do Exército. O general acrescentou que é possível haver uma prorrogação no período da ocupação caso seja necessário. "Depende do interesse do governador do estado. Dependendo da decisão da presidente, estamos prontos para prosseguir. Nossas tropas vão ocupar bases num terreno que ainda não foi definido. E estamos autorizados a realizar patrulhamento ostensivo, revista e prisão de flagrante delito", explicou Lundgren. Para coibir possíveis excessos das tropas militares durante a operação, o general informou que será divulgado um telefone para denúncias. "Nossas tropas vão agir de acordo com as normas que são bem claras, daquilo que pode e não pode ser feito. Além disso, não teremos soldados atuando destacados. Não digo que não possam ocorrer falhas, mas estamos preparados para tomar as providências que são cabíveis”. Segundo Lundgren, a operação foi batizada de "São Francisco", em homenagem ao Papa, pelo esforço para "levar a paz para a região". "Achamos que podemos melhorar a qualidade de vida para aquela população da região", explicou o general. Ataques as UPPsA ocupação do Conjunto de Favelas da Maré ocorreu após uma série de ataques as UPPs. No dia 20 de março, três unidades foram alvos de criminosos: Manguinhos, Camarista Méier e a do Conjunto de Favelas do Alemão, todas na Zona Norte do Rio. Horas após a ocupação da comunidade, o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, disse que o trabalho foi uma resposta ao crime organizado. "Fomos provocados e intimidados nos últimos dois, três meses pelo poder paralelo em uma tentativa de enfraquecer uma política de segurança. É uma resposta que o povo do Rio de Janeiro e do Brasil reconhece", afirmou Cabral.
Grupo estava em frente ao Palácio Guanabara. Tráfego era lento nos dois sentidos da Rua Pinheiro Machado.
04/04/2014
sexta-feira, 4 de abril de 2014
Sérgio Cabral renuncia ao cargo de governador do Rio
Carta de renúncia foi lida pelo Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), deputado Paulo Melo
O Dia
Rio - Sérgio Cabral renunciou na tarde desta quinta-feira, exatamente às 16h37, ao cargo de Governador do Estado do Rio de Janeiro, após cumprir dois mandatos. A carta de renúncia foi lida pelo Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), deputado Paulo Melo. Confira na íntegra: Excelentíssimo Senhor Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro Com fundamento no art. 99, VI, da constituição do Estado do Rio de Janeiro, e tendo em vista o disposto no parágrafo 6°, do art.14, da Constituição Federal, venho manifestar a minha Renúncia ao cargo de Governador do Estado do Rio de Janeiro, para o qual fui reeleito e no qual tomei posse no dia 01 de janeiro de 2011.
Rio de Janeiro, 03 de abril de 2014.
Sérgio Cabral
Presidente da Alerj, deputado Paulo Melo, lê carta de renúncia do governador Sergio Cabral
Foto: Uanderson Fernandes / Agência O DiaCabral deixa o governo e abre caminho para o ‘trator’ Pezão
Depois de sete anos e três meses de mandato, o governador Sérgio Cabral (PMDB), 51 anos, passou nesta quinta o bastão ao vice-governador Luiz Fernando Pezão, que assume nesta sexta-feira o governo, de olho nas eleições de outubro. Primeiro governador reeleito do Rio, que obteve em 2010 a maior votação histórica do estado (5,2 milhões de votos no 1º turno), Cabral se despediu dos fluminenses em meio a protestos e com a mais baixa popularidade desde o início da gestão. Segundo pesquisa Ibope, só 18% aprovam seu governo. Em 2010, teve 66% dos votos válidos.
Cabral aposta na política de segurança e em recuperação econômica do estado para eleger o sucessor, Luiz Fernando Pezão, em outubro
Foto: Ernesto Carriço / Agência O Dia
Na avaliação de especialistas ouvidos pelo DIA, o governo Cabral foi marcado por avanços nas áreas de saúde, segurança, economia e mobilidade urbana, e sobretudo pela instalação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), pela escolha do Rio como cidade-sede das Olimpíadas de 2016 e pela retomada do Complexo do Alemão. No entanto, a boa gestão nos dois mandatos foi manchada pela tortura e morte do pedreiro Amarildo de Souza e por questões pessoais, como viagens frequentes ao exterior, uso de helicópteros para transportar cão da família e ausência em grandes tragédias, como a de Angra dos Reis, em janeiro de 2010.
“Foi positivo. O sucesso da política de segurança permitiu o retorno de grandes empresas para o Rio, fazendo com que o estado voltasse a ser importante centro de negócios do país”, ressaltou o economista Gilberto Braga, lembrando que o interior foi beneficiado com a chegada de grandes montadoras de automóveis.
UPPs, a menina dos olhos: sucesso da política de segurança permitiu o retorno de grandes empresas e estado voltou a ser centro de negócios
Foto: Ernesto Carriço / Agência O Dia
Felipe Borba, professor e pesquisador do Iesp/Uerj, avalia que, nas políticas públicas, Cabral se saiu bem. “Houve recuperação econômica, novos investimentos federais no Rio e diminuição da violência. Isso é uma marca dele, que vai tentar recuperar na campanha de Pezão”, aposta. Os pesquisadores avaliam que a aliança com os governos federal e municipal foi um dos pontos fortes. “As empresas puderam se beneficiar de incentivos fiscais nas três esferas de governo”, acrescenta Braga.
Na opinião do especialista em mobilidade urbana da UFF Aurélio Lamare Murta, um dos destaques foi a implantação do Bilhete Único. “A iniciativa foi aproveitada de forma positiva, porém, a passagem continua cara, por conta de impostos cobrados pelo próprio estado”, opinou. Para Murta, um dos desafios que fica para as próximas gestões está nos trilhos da SuperVia e do Metrô. Já o professor e cientista político da PUC-Rio Antonio Carlos Alkmin dos Reis acredita que a avaliação ruim da gestão Cabral atualmente é motivada por um descontentamento geral com os serviços públicos. Ele acredita, porém, que o espaço de avaliação do governo está aberto. “Não é dado que essa marca negativa vai ficar até o final.” Protestos: Momentos de alta tensão Enfrentar as ruas, seja por manifestações de servidores ou de passeatas pela melhoria no transporte público, foi um dos desafios de Sérgio Cabral nos anos de 2011 e 2013. E declarações polêmicas, como chamar de “vândalos” bombeiros que reivindicavam melhores condições de trabalho queimaram quartel; médicos faltosos, de “safados”, e professores estaduais de “vagabundos” marcaram o período Cabral no Palácio Guanabara.
Manifestações no Centro: perplexidade com violência da PM
Foto: André Mourão / Agência O Dia
Em meio aos ânimos alterados, Cabral ainda teria perdido oportunidade de agradar às ruas na área de mobilidade urbana, para a qual o governo federal liberou recursos de R$ 50 bilhões, após eclodirem as manifestações populares, em junho. “Tínhamos que ter mais projetos para pleitear a verba, mas não tínhamos, apenas a Linha 3 do metrô, que ligará Niterói a São Gonçalo” , ressaltou o professor de Engenharia de Transportes José Eugênio Leal, da Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio).
Pezão: sem medo de botar o pé na lama O apelido de infância veio do tamanho dos pés — ele calça 47,5 — e acabou incorporado ao nome político. “Eu era goleiro e as pessoas falavam que eu agarrava com o pé. Diziam que era só eu abrir os pés que já fechava o gol”, contava aos amigos o vice Luiz Fernando Pezão (PMDB), 59 anos, que assume amanhã o cargo de governador. Pezão tem a seu favor o fato de ser operacional e executivo. Nas viagens do governador ao exterior, ele esteve à frente do governo, como em janeiro de 2011, quando cobriu os pés de lama, ao lado da presidenta Dilma Rousseff, para vistoriar a Região Serrana, destruída pelas enchentes e deslizamentos de terra. Nascido em Piraí, no Sul Fluminense, Pezão é formado em Economia e Administração de Empresas.
Ocupa cargos políticos há 33 anos, tendo sido eleito duas vezes prefeito da cidade, que se projetou internacionalmente com o projeto Piraí Digital, criado por ele. Nos mandatos de Cabral, Pezão acumulou o cargo de vice-governador com o de secretário de Obras, à frente das principais intervenções do governo do estado na área, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) nos Complexos do Alemão, Manguinhos, Pavão-Pavãozinho/Cantagalo e Rocinha.
A aposta na infraestrutura
Bilhete Único: aprovado, mas passagem continua cara, diz especialista
Foto: Eduardo Naddar / Agência O Dia
Segundo o presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro, Sydney Menezes, um ponto positivo do mandato de Cabral é o investimento em infraestrutura, como a expansão do metrô.
Porém, ele critica o atraso nos cronograma de obras, citando o Arco Rodoviário, uma rede rodoviária que está sendo construída no entorno da Região Metropolitana. “A gente reconhece o mérito, a decisão política, de priorizar grandes obras de infraestrutura. Porém, a maioria dos prazos iniciais foram descumpridos e elas estão atrasadíssimas. Além disso, grandes reformas, como a do Maracanã, tiveram custos aumentados”, disse. Arquiteto de um dos maiores escritórios especializados na área e professor da Puc-Rio, Rodrigo Mattos criticou o projeto de extensão da rede metroviária. “Está sendo construído um sistema em linha reta. Se houver problema em alguma estação, a rede inteira para”, afirmou. Além disso, o pesquisador da PUC acredita que falta estrutura de apoio para as unidades de moradia popular construídas na gestão de Cabral. “A habitação é importante, mas também tem que se pensar nas áreas educacionais que vêm associadas ao programa”, disse.
Ocupação militar na Maré, no Rio, terá 2.700 homens até 31 de julho
Segundo general, Forças Armadas estão autorizadas a fazer prisões. Exército e Marinha vão substituir ocupação da PM neste sábado.
Cristiane CardosoDo G1 Rio
General Lundgren falando sobre a atuação das Forças Armadas na Maré (Foto: Cristiane Cardoso/G1)
Cerca de 2.700 homens das Forças Armadas vão substituir a Polícia Militar na ocupação do Conjunto de Favelas da Maré, na Zona Norte do Rio, a partir deste sábado (5). A operação batizada de "São Francisco", coordenada pelo Comando Militar do Leste (CML), terá 2.050 homens da Brigada de Infantaria Paraquedista do Exército, 450 da Marinha, 200 da Polícia Militar e uma equipe avançada da 21ª DP (Bonsucesso). A Aeronáutica poderá auxiliar em operações, se necessário. As informações da Força de Pacificação na Garantia da Lei e da Ordem (GLO) foram divulgadas na tarde desta quinta-feira (3), em coletiva no Palácio Duque de Caxias, no Centro do Rio, pelo general Ronaldo Lundgren, chefe do Centro de Operações. De acordo com o Ministério da Defesa, a Força de Pacificação atuará até o dia 31 de julho em 15 comunidades que formam a Maré, uma área de aproximadamente 10 quilômetros quadrados. A ação será comandada pelo general de brigada Roberto Escoto, comandante da Infantaria Paraquedista, uma unidade de emprego estratégico do Exército.
Blindados do Exército e da Marinha A operação, segundo o general Lundgren, prevê o emprego de blindados do Exército e da Marinha, além de carros para transporte e logística, motocicletas e aeronaves do Comando de Aviação do Exército. "A Força Aérea Brasileira estará em condições de disponibilizar os recursos operacionais eventualmente necessários ao desenvolvimento das ações", disse. O general acrescentou que é possível haver uma prorrogação. "Depende do interesse do governador do estado. Dependendo da decisão da presidente, estamos prontos pra prosseguir. Nossas tropas vão ocupar bases num terreno que ainda não foi definido. E estamos autorizados a realizar patrulhamento ostensivo, revista e prisão de flagrante delito", explicou Lundgren. De acordo com o general, o horário da operação não será revelado. No entanto, segundo o decreto, pode acontecer a partir do primeiro minuto de sábado. "A operação vai ser uma substituição das tropas que estão sob o comando da Polícia Militar", explicou. Sobre possíveis excessos das tropas militares durante a operação, o general disse que será divulgado um telefone para denúncias. "Nossas tropas vão agir de acordo com as normas que são bem claras, daquilo que pode e não pode ser feito. Além disso, não teremos soldados atuando destacado. Não digo que não possam ocorrer falhas, mas estamos preparados para tomar as providências que são cabíveis." Nome de santo Segundo Lundgren, a operação foi batizada de São Francisco pelo esforço para "levar a paz para a região". "Achamos que podemos melhorar a qualidade de vida para aquela população da região", explicou o general.
Ao todo, 150 mil produtos foram apreendidos. Segundo Polícia Civil, 15 pessoas foram detidas, inclusive clientes.
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quarta-feira, 2 de abril de 2014
Indústria brasileira cresce por quatro meses seguidos
1/4/2014 14:30
Correio do Brasil - Por Redação - de São Paulo
O emprego naindústriasofreu um leve desaquecimento nos últimos meses
Aindústriabrasileira registrou expansão pelo quarto mês seguido ao mostrar leve aceleração da atividade em março, diante de níveis mais altos de produção e de emprego, de acordo com o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgado nesta terça-feira. O PMI daindústriateve ligeiro avanço a 50,6 em março ante 50,4 em fevereiro, divulgou o Markit, permanecendo pelo quarto mês acima da marca de 50 que separa crescimento de contração. – As empresas informaram produção ligeiramente mais alta, mas crescimento mais lento nas novas encomendas – destacou o economista-chefe do HSBC André Loes. Em março, de acordo com o Markit, o índice de produção do setor atingiu o nível mais alto em três meses, embora o crescimento tenha sido apenas modesto, com os entrevistados citando a obtenção de novos contratos e a expansão da capacidade produtiva. O volume de novos pedidos mostrou expansão pelo quarto mês seguido, mas a taxa de aumento também foi marginal em relação a fevereiro e ficou concentrada nos produtores de mercadorias semiacabadas, que mostrou melhor desempenho em março Como um todo, seguida pela de bens de consumo. Já as condições dos produtores de bens de investimento mostraram deterioração, revertendo a ligeira melhora vista em fevereiro. Em relação ao emprego, a expectativa de crescimento da demanda e os planos de expansão dos negócios levaram à contratação de funcionários pela indústria em março pelo segundo mês. – O que chamou nossa atenção é que as empresas sinalizaram o crescimento mais rápido do emprego em 12 meses, um acontecimento surpreendente considerando a fraqueza geral da economia – acrescentou Loes. Já o aumento dos preços dos insumos foi o mais forte desde outubro, com recorde de alta em cinco anos, em meio a taxas de câmbio desfavoráveis, com as empresas de bens de investimento registrando o avanço mais forte em março. Esse custo foi repassado aos bens finais, cuja taxa de inflação foi a mais forte em quatro meses, segundo o PMI. As tarifas cresceram em todos os subsetores, mas o destaque ficou para o de bens de capital. A produção industrial brasileira iniciou este ano em recuperação ao avançar 2,9% em janeiro sobre o mês anterior, ainda que tenha sido insuficiente para reverter a contração vista em dezembro. O IBGE divulga na quarta-feira os dados de fevereiro sobre a produção industrial e pesquisa da agência inglesa de notícias Reuters aponta desaceleração da expansão a 0,5%, indicando que o resultado do mês anterior foi apenas temporário.
terça-feira, 1 de abril de 2014
Oposição quer CPI da Petrobras
Líderes de partidos da oposição na Câmara se reúnem nesta terça-feira (1) para contabilizar o apoio à criação de uma CPI para investigar a Petrobras e decidir qual dos três requerimentos sobre o mesmo tema terá prioridade. Enquanto isso, deputados e senadores do PT vão articular negociações para convencer parlamentares da base aliada e partidos independentes a retirarem assinaturas de apoio às investigações.
Nos bastidores, porém, o governo já admite que será difícil evitar a criação da CPI e se prepara para "ocupar" a comissão – deve indicar parlamentares de peso para defender a Petrobras e evitar que denúncias envolvendo a estatal sejam usadas pela oposição como combustível de campanha nas eleições de outubro. O PT vai ainda trabalhar para ficar com a relatoria da comissão.
Desde que decidiu tentar criar uma CPI, na última terça (25), a oposição coleta, em paralelo, assinaturas para três pedidos: um de CPI mista (que reúne deputados e senadores), de autoria do líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR), outro de CPI somente no Senado, de autoria do senador Alvaro Dias (PR), e um terceiro, também de autoria do senador do Paraná, para uma CPI mista.
O requerimento que deverá prevalecer é o de autoria de Alvaro Dias para a criação de uma CPI Mista. O texto já conta com o apoio de 29 senadores – dois a mais que o mínimo necessário – e reúne assinaturas de pelo menos 80 deputados, conforme assessores do DEM e do PSDB. Para ser protocolado, o pedido de criação da comissão precisa do apoio de 27 senadores e 171 deputados.
Na reunião desta terça, os deputados devem chancelar a escolha por esse requerimento e traçar estratégia para garantir que os parlamentares não retirem o apoio à comissão, mesmo diante da pressão do PT. O encontro será ao meio-dia na residência do líder do DEM, Mendonça Filho (PE), e terá a participação de parlamentares do PPS, PSDB e Solidariedade.
Por sua vez, o PT realiza às 11h30 reunião da coordenação do partido na Câmara para articular uma reação à tentativa de criação da CPI da Petrobras. Uma das estratégias é ameaçar a oposição com a criação de uma CPI sobre as denúncias de irregularidades em licitações do metrô de São Paulo. "Tecnicamente parece que não cabe um adendo para ampliar o objetivo da CPI da Petrobras e fazer com que a comissão também apure denúncias envolvendo governo de São Paulo. Então vamos tentar uma CPI exclusivamente para apurar essas denúncias", afirmou o líder do PT na Câmara, deputado Vicentinho (SP).
No Senado, o PT insistirá na tentativa de convencer aliados a recuar do apoio, retirando assinaturas, segundo o líder do partido, senador Humberto Costa (PE). "Há investigações em curso que são absolutamente suficientes para viabilizar que todas essas denúncias sejam esclarecidas e que a realização de uma CPI agora seria tão somente para criação de um espaço, um palco para disputa político-eleitoral que não é saudável", disse. O líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), afirmou ao G1 que, caso a CPI da Petrobras seja criada, o esforço da base aliada será de evitar que a oposição exponha a estatal e use a comissão como "palanque eleitoral". A ideia é indicar para a CPI parlamentares de peso, para defender a posição do governo.
"Não vamos deixar a oposição fazer um trabalho de colocar a Petrobras num questionamento indevido. Uma coisa é amanhã alguém provar que teve algum erro de algum funcionário. Quem errou responderá por isso. O que não vamos permitir é a oposição fazer disso um palanque em ano eleitoral. Cada um que trouxer informação tem que provar", disse o petista.
Chinaglia afirmou considerar que a CPI é "desnecessária", já que Ministério Público e Polícia Federal já investigam as suspeitas de superfaturamento compra da refinaria de Pasadena, Texas (EUA), pela Petrobras.
"É uma CPI completamente desnecessária porque todos os órgãos estão investigando. Corre o risco de mais uma CPI do Cachoeira", afirmou comissão que investigou a relação do bicheiro Carlinhos Cachoeira com políticos e empresários, cujo resultado mais evidente foi a cassação do senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO).
Na época, a base do governo trabalhou para barrar investigações que atingissem governadores do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT). O foco permaneceu nas negociações do contraventor com o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB).