Eleições de outubro contam com 24 mil candidatos, 11 à Presidência da República
16/7/2014 13:58
Por Redação - de Brasília
A Coalizão Democrática pela Reforma Política e Eleições Limpas, movimento do qual a União Nacional dos Estudantes (UNE)
No dia 5 de outubro, 141,8 milhões de eleitores irão às urnas no
primeiro turno do pleito geral para a escolha de deputados estaduais,
federais, senadores, governadores e do presidente da República. A
estimativa é que 24 mil candidatos concorram a todas as vagas em
disputa.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), houve crescimento de 4,43% no número de eleitores aptos a votar em outubro. Nas
eleições
gerais de 2010, 135,8 milhões de cidadãos foram às urnas. O balanço
final com o número do eleitorado e das candidaturas deve ser divulgado
no dia 21 de julho.
Uma das novidades para o pleito deste ano será o voto por meio da
biometria. Em outubro, 23,3 milhões de eleitores serão identificados por
meio da digital. Na eleição passada, a biometria foi usada para a
identificação de 1,1 milhão de pessoas.
O prazo para registro das candidaturas terminou no dia 5 de julho. O
TSE recebeu 11 pedidos de registros de candidatos à Presidência da
República. Juntos, eles estimam gastar R$ 916,7 milhões durante a
campanha eleitoral.
Serão candidatos ao Palácio do Planalto nestas
eleições: Aécio
Neves (PSDB); Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição; Eduardo
Campos (PSB); Eduardo Jorge (PV); Eymael (PSDC); Levy Fidelix (PRTB);
Luciana Genro (PSOL); Mauro Iasi (PCB); Pastor Everaldo (PSC); Rui Costa
Pimenta (PCO) e Zé Maria (PSTU).
Dilma presidenta
Em busca do segundo mandato, a presidenta Dilma Rousseff e seu
partido, o PT, renovaram a coligação com o PMDB, mantendo o atual
vice-presidente Michel Temer na chapa. Sete partidos fazem parte da
coligação Com a Força do Povo: PDT, PCdoB, PR, PP, PRB, PROS e PSD.
Mineira de Belo Horizonte, Dilma tem 66 anos e viveu grande parte de
sua vida no Rio Grande do Sul, onde participou da criação do PDT, foi
secretária municipal de Fazeda e estadual de Minas e Energia. Em
Brasília, antes de chegar à Presidência da República, foi ministra de
Minas e Energia (2003-2005) e da Casa Civil (2005-2010).
Durante o regime militar, Dilma integrou organizações de esquerda,
como o Comando de Libertação Nacional (Colina) e a Vanguarda Armada
Revolucionária Palmares (VAR-Palmares). Passou quase três anos presa
entre 1970 e 1972 e foi torturada nesse período por órgãos da repressão.
Foi casada durante mais de 30 anos com o advogado Carlos Araújo, pai de
sua única filha, Paula.
Além de enfatizar os avanços econômicos e sociais dos últimos 12
anos, o programa da coligação estabelece o chamado Novo Ciclo de
Mudanças, que inclui propostas de estímulo à competitividade produtiva.
Para isso, deve-se reduzir a burocracia estatal, com a modernização de
sistemas e criação de cadastros únicos que exijam menos documentos de
empresas e empreendedores. Outra meta é universalizar o Simples Nacional
e concluir o processo de implantação da Rede Nacional para a
Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios
(Redesim).
Para melhorias na produtividade, a proposta prevê modernização do
parque industrial brasileiro, melhoria no ambiente de negócios e maior
capacitação das empresas com qualificação da mão de obra; simplificação
tributária e manutenção e expansão de programas que exigem conteúdo
local para fornecimento ao governo e estímulo ao conhecimento por meio
da interação entre empresas, instituições de pesquisa e cientistas.
Na educação, o programa prevê, a partir de 2016, a universalização do
ensino para todas as crianças a partir dos quatro anos de idade;
ampliação da rede de educação integral para que atinja 20% da rede
pública até 2018; criação do Pacto Nacional pela Melhoria do Ensino
Médio e o oferecimento de 100 mil bolsas do Programa Ciência Sem
Fronteiras até 2018, além de mudanças curriculares e na gestão das
escolas. A meta inclui a valorização dos professores e a criação de 12
milhões de vagas para cursos técnicos até 2015.
Na Saúde, a candidata propõe expandir o Programa Mais Médicos,
aumentar o número de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e
universalizar a cobertura do Serviço de Atendimento Médico de Urgência
(Samu), atualmente está disponível para 73% da população.
O programa de Dilma prevê também a universalização do acesso à
internet, barata e de qualidade, o estímulo a parcerias público-privadas
para obras de infraestrutura e mais 137 mil ligações de energia
elétrica do Programa Luz para Todos até 2018. Seu compromisso com a
democratização da mídia, no entanto, foi suprimido do programa de governo
Programa tucano
Mineiro de Belo Horizonte, o candidato do PSDB à Presidência da
República, o senador Aécio Neves, tem 54 anos. Neto do ex-presidente
eleito Tancredo Neves, ele se formou em economia pela Pontifícia
Universidade Católica de Minas Gerais, aos 24 anos e hoje é pai de três
filhos. O primeiro contato com a política ocorreu em 1981, quando
aceitou o convite do avô para trabalhar na campanha para o governo de
Minas Gerais e, depois, pela Presidência da República.
Ao lado do também senador Aloysio Nunes (SP) – candidato à
vice-presidente na chapa -, Aécio promete mudanças “radicais” na
condução do governo e uma maior aproximação com a população brasileira.
Entre as diretrizes anunciadas, lideram, como prioridades, maior clareza
nas regras e no controle de gastos em investimentos de infraestrutura,
reformas dos serviços públicos, da segurança e as reformas política e
tributária e a defesa da independência dos poderes.
A lista de objetivos também prevê melhorias de serviços em áreas como
saúde e educação, com o cumprimento das metas do Plano Nacional de
Educação (PNE). Ele promete ainda manter programas implantados pelo
atual governo, como o Bolsa Família.