quinta-feira, 19 de junho de 2014

Felipe VI jura fidelidade à Constituição como novo rei da Espanha

Cerimônia solene de proclamação ocorre na residência real espanhola.
Felipe VI assume trono após abdicação de seu pai, Juan Carlos.

Da France PresseO novo rei da Espanha, Felipe VI, faz juramento na presença do presidente do Parlamento, Jesus Posada, e do primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy (Foto: Paco Campos/Reuters)
O novo rei da Espanha, Felipe VI, faz juramento na presença do presidente do Parlamento, Jesus Posada, e do primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy (Foto: Paco Campos/Reuters)
Felipe VI de Borbón jurou nesta quinta-feira (19) fidelidade à Constituição em sua proclamação como novo rei da Espanha, diante de senadores e deputados reunidos no Congresso em Madri.
"Juro desempenhar fielmente minhas funções, guardar e fazer guardar a Constituição e as leis e respeitar os direitos dos cidadãos e das Comunidades Autônomas", afirmou Felipe VI diante dos deputados e senadores no Congresso.
Em suas primeiras palavras, Felipe prestou homenagem ao pai por seu papel na "reconciliação" da Espanha após a morte do ditador Francisco Franco (1939-75) e por "reconhecer a Espanha em sua pluralidade".
O novo rei, de 46 anos, expressou sua fé na unidade da Espanha, em um país que enfrenta o desafio do desejo de independência da Catalunha, que também volta a ganhar força no País Basco.
"Temos fé na unidade da Espanha, da qual a Coroa é símbolo", afirmou durante a proclamação no Congresso, diante dos presidentes regionais, entre eles o catalão Artur Mas e o basco Iñigo Urkullu.
Felipe VI terá ainda a tarefa árdua de devolver o brilho a uma monarquia desgastada pelos escândalos, que abalaram a família real e provocaram a queda da popularidade de seu pai Juan Carlos I, e a crise econômica.
Assim, o novo rei prometeu uma monarquia "íntegra e transparente", em seu primeiro discurso.
"Desejamos uma Espanha na qual todos os cidadãos recuperem a confiança em suas instituições", afirmou durante a cerimônia, que não contou com as presenças de sua irmã Cristina e seu cunhado Iñaki Urdangarin, ambos indiciados em um caso de suposta corrupção.
O novo rei da Espanha, Felipe VI, posa ao lado da mulher, Letizia, das filhas, as infantas Leonor e Sofia, do primeiro-ministro Mariano Rajoy e do chefe das Forças Armadas, almirante Fernando Garcia Sanchez (Foto: Sergio Barrenechea /AFP)O novo rei da Espanha, Felipe VI, posa ao lado da mulher, Letizia, das filhas, as infantas Leonor e Sofia, do primeiro-ministro Mariano Rajoy e do chefe das Forças Armadas, almirante Fernando Garcia Sanchez (Foto: Sergio Barrenechea /AFP)
Felipe VI também aproveitou o discurso de proclamação para destacar com "generosidade o imenso valor" dos vínculos que unem a Espanha com a América Latina.
Ele destacou a proximidade cultural, econômica e linguística entre Madri e suas ex-colônias, "um ativo de imenso valor que devemos potencializar com determinação e generosidade".
O novo monarca jurou fidelidade à Constituição de 1978 vestido com o uniforme de gala militar, incluindo a faixa de capitão geral dos exércitos.
Antes do discurso, Felipe VI, assumiu a condição de chefe das Forças Armadas.
Seu pai, Juan Carlos, que nesta quarta-feira (18) assinou a lei que permitiu sua abdicação do trono, transferiu ao novo monarca uma faixa de tecido que o reconhece como capitão-general das três Forças Armadas.
População
Enquanto isso, milhares de cidadãos se aglomeraram pelas ruas de Madri, onde Felipe VI e sua esposa Letizia farão um percurso após a cerimônia no Congresso para se dirigir ao Palácio Real, onde presidirão uma recepção com mais de 2 mil convidados de todos os setores da sociedade.
Voluntários da Prefeitura de Madri distribuíram desde a madrugada 100 mil bandeirolas entre as pessoas que vão assistir a passagem do rei pelas ruas do centro. A insígnia nacional está presente em muitas das varandas dos edifícios, assim como no mobiliário urbano e nos ônibus municipais.
A Puerta del Sol, um dos lugares mais famosos do centro de Madri, amanheceu hoje com uma fotografia gigante do casal real na fachada da sede do governo regional de Madri, e com várias bandeiras da Espanha nas varandas de todos os edifícios.
Além disso, a sede da Prefeitura, na Praça de Cibeles, exibia duas bandeiras gigantes da Espanha e 700 ônibus urbanos da cidade estão adornados com pequenas bandeirolas em cima dos retrovisores.
O novo rei da Espanha, Felipe VI, posa ao lado de seu pai, Juan Carlos, durante cerimônia de sua proclamação nesta quinta-feira (19) em Madri. Ao fundo, estão sua mulher, Letizia, suas filhas, Sofia e Leonor, e sua mãe, a Rainha Sofia. (Foto: Reuters)O novo rei da Espanha, Felipe VI, posa ao lado de seu pai, Juan Carlos, durante cerimônia de sua proclamação nesta quinta-feira (19) em Madri. Ao fundo, estão sua mulher, Letizia, suas filhas, Sofia e Leonor, e sua mãe, a Rainha Sofia. (Foto: Reuters)
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segunda-feira, 9 de junho de 2014

Papa Francisco não foi cúmplice da ditadura argentina, diz Nobel da Paz

Adolfo Pérez Esquivez teve encontro privado com o Papa Bergoglio.

Então cardeal preferiu 'diplomacia silenciosa' no regime militar, disse.

Do G1, em São Paulo
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O Papa Francisco "não foi cúmplice da ditadura" da Argentina, disse nesta quinta-feira (21) o ativista argentino Adolfo Pérez Esquivez, prêmio Nobel da Paz, após encontro privado com o pontífice.
"O Papa não teve nada a ver com a ditadura", disse Esquivel a jornalistas. "Não foi cúmplice da ditadura, não colaborou. Preferiu uma diplomacia silenciosa, de pedir pelos presos, pelos sequestrados."
"Dentro da hierarquia católica argentina houve, sim, alguns bispos cúmplices com a ditadura, mas não Bergoglio', acrescentou o ativista.
'Houve poucos bispos que foram companheiros de luta contra a ditadura', reconheceu Pérez Esquivel, que foi recebido pelo Papa em sua biblioteca particular No palácio apostólico.
"'Foi um reencontro muito emotivo, apesar de já nos conhecermos", contou, depois de assegurar que conversou com o pontífice argentino diferentes temas e, em particular, sobre a defesa dos direitos humanos.
O Papa Francisco e o ativista Adolfo Pérez Esquivel durante encontro nesta quinta-feira (21) (Foto: AFP)O Papa Francisco e o ativista Adolfo Pérez Esquivel durante encontro nesta quinta-feira (21) (Foto: AFP)
"O Papa disse com clareza que é preciso buscar a verdade, a justiça e a reparação", assegurou o Nobel da Paz 1980.
Logo após a eleição do cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio como Papa, em 13 de março, surgiram acusações relacionando-o à ditadura argentina, mas o Vaticano negou.
Após a eleição de Bergoglio, em 13 de março, Esquivel, em nota, já havia isentado o novo Papa de ligações com a ditadura, mas frisando que lhe faltou coragem para lutar pelos direitos humanos no período.
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domingo, 8 de junho de 2014

Nos jornais: Dilma quer incluir sem-teto no Minha Casa, Minha Vida

Para tentar neutralizar protestos e os consequentes danos à imagem do governo, a presidenta ordenou que sua equipe encontre uma forma de incluir os sem-teto no programa Minha Casa, Minha Vida, informa a Folha
Folha de S. Paulo
Dilma quer incluir sem-teto no Minha Casa, Minha Vida
Para tentar neutralizar protestos e os consequentes danos à imagem do governo, a presidente Dilma Rousseff ordenou que sua equipe encontre uma forma de incluir os sem-teto no programa Minha Casa, Minha Vida.
Segundo a Folha apurou, a demanda fez com que ela adiasse o lançamento da terceira geração do programa para elaborar uma proposta que contemple os movimentos.
O foco do governo está, especialmente, no MTST (Movimentos dos Trabalhadores Sem-Teto), grupo social mais atuante nos últimos meses.
A reforma no Minha Casa é justamente uma das razões para os protestos que os sem-teto têm feito recentemente.
Na quarta (4), o líder Guilherme Boulos reuniu 12 mil pessoas em ato diante do estádio Itaquerão (zona leste).
Entre as exigências do grupo está a desapropriação de área ocupada por 4.000 famílias, chamada de Copa do Povo, perto da arena, palco de abertura da Copa. O governo estuda comprar o terreno.
Após a oferta de diálogo do governo, o MTST topou uma trégua durante o amistoso da seleção na sexta (6).
Após um ano de pressão, Haddad atende demandas de movimento
Após ser pressionada durante todo o ano passado pelo movimento sem-teto, a gestão Fernando Haddad (PT) tem feito ações para atender às demandas dos grupos.
Na última quarta (4), o prefeito de São Paulo sancionou uma lei que garante subsídio de R$ 20 mil por unidade habitacional viabilizada pelo programa federal Minha Casa, Minha Vida.
A medida também beneficia o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto), que tem mostrado potencial de mobilização para pressionar por suas demandas. No mesmo dia da sanção da lei, o grupo reuniu 12 mil pessoas em frente ao estádio Itaquerão, na zona leste.
A liderança do movimento afirma negociar com a gestão Haddad a regularização de várias ocupações.
Nem parece que São Paulo é a sede da abertura
A poucos dias do início da Copa, a Folha flagrou problemas de sinalização nos trajetos mais óbvios de visitantes em São Paulo na Copa.
A reportagem cumpriu o roteiro ao lado do costa-riquenho Jean Carlo Jimenez, 25, na manhã da quarta-feira passada (4).
Ansioso pelo começo do Mundial, ele veio ver as partidas do seu país contra o Uruguai, em Fortaleza, e contra a Itália, no Recife.
Chegou pelo aeroporto de Guarulhos porque quer conhecer São Paulo e o Rio antes de a bola rolar.
No aeroporto, só há avisos indicativos para o ônibus mais caro, que segue direto para a avenida Paulista.
A outra linha, da mesma empresa (Airport Bus Service), leva à estação de metrô do Tatuapé. Enquanto o primeiro custa R$ 36,50 e parte de hora em hora, o mais barato sai por R$ 4,45 e sai a cada dez minutos –também com ar-condicionado e com tempo de viagem parecido.
Aeroporto pode ficar sem sinal de celular a partir deste domingo
Os celulares de todas as operadoras podem ficar sem sinal no aeroporto de Brasília a partir deste domingo (8).
Segundo representantes das teles, a concessionária Inframérica decidiu aumentar o aluguel da sala que abriga os equipamentos que fazem funcionar o sinal de celular e, como o contrato venceu em meio ao impasse, decidiu desligá-los.
Já a Inframérica diz que há instalações irregulares. Em nota, afirma que os aparelhos serão desativados enquanto a situação não for regularizada.
Lula cobra ação do PT contra desgaste criado por corrupção
Preocupado com o reflexo que recentes suspeitas de corrupção e outras irregularidades envolvendo petistas podem ter na campanha eleitoral deste ano, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva orientou a cúpula do partido a responder com rapidez sempre que surgirem casos como o do deputado estadual Luiz Moura (PT-SP), flagrado numa reunião com membros da organização criminosa PCC.
A ordem é dar “respostas imediatas”, segundo um interlocutor de Lula, seguindo padrão adotado no caso do deputado André Vargas (PT-PR), que foi forçado a se desfiliar do partido após a revelação de sua ligação com o doleiro Alberto Youssef, acusado de comandar um esquema de lavagem de dinheiro.
“Ou a gente endurece no tema corrupção, ou podemos ir para casa”, disse um aliado da presidente Dilma Rousseff, que concorre à reeleição.
Petrobras fez contrato de R$ 649 mi sem licitação
A Petrobras fechou, sem licitação, um contrato de R$ 649 milhões para uma obra na refinaria Abreu e Lima, que está sendo construída em Pernambuco e é a maior em execução pela empresa.
A dispensa de concorrência, ocorrida em 2009, foi considerada irregular pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que investiga suspeitas de superfaturamento no empreendimento da estatal.
Documentos internos da Petrobras, aos quais a Folha teve acesso, mostram que o contrato foi fechado após o cancelamento de uma licitação aberta para a instalação de dutos para o transporte de líquidos dentro da refinaria.
As licitações em Abreu e Lima foram conduzidas pelas diretorias de abastecimento e de serviços na época em que foram comandadas, respectivamente, por Paulo Roberto Costa e Renato Duque, que hoje estão fora da empresa.
‘Ghost writers’ da Câmara escrevem discursos até para a presidência da Casa
A cena é rotina no plenário da Câmara: um deputado sobe à tribuna e, com um discurso, dispara recados para sua base eleitoral, comenta sobre economia, ataca ou elogia o governo e, ocasionalmente, se defende de acusações. Tudo previamente calculado e escrito.
Poucos sabem, porém, que as críticas de um deputado e os elogios de outro ao mesmo assunto podem ter sido escritos por uma única pessoa.
Os 513 deputados contam com uma equipe de 12 servidores do alto escalão da Casa que ficam à disposição para produzir discursos. São os “ghost writers” dos deputados, que trabalham para todas as colorações partidárias.
A partir de demandas dos gabinetes dos congressistas, a consultoria da área de redação parlamentar elabora o discurso sobre o tema solicitado, desde que não seja um assunto muito específico –nesse caso, a tarefa é desempenhada por outras áreas da consultoria.
São feitos contatos com os gabinetes, para saber quem citar –e, principalmente, quem não citar– e tirar dúvidas sobre a posição do deputado sobre o assunto.
Marina diz que aliança com Alckmin é ‘equívoco’
Em nota divulgada neste sábado (7), Marina Silva, candidata à vice-presidência na chapa de Eduardo Campos, do PSB, criticou a decisão do partido de apoiar a reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo.
“Para nós, isso é um equívoco. Consideramos necessário manter independência e lançar uma candidatura própria, que dê suporte ao projeto de mudança para o Brasil liderado por Eduardo Campos, e que dê ao povo de São Paulo a chance de fazer essa mudança também no âmbito estadual”, disse ela.
O Estado de S. Paulo
Ricardo Teixeira tem R$ 100 milhões em conta secreta
TRT julga legalidade da greve dos metroviários neste domingo
Decreto de Dilma abre debate sobre risco de poder paralelo
PMDB exigirá pastas para apoiar reeleição
O Globo
Briga por alianças no Rio deixa disputa incerta para o Senado
Enquanto a disputa pelo governo estadual se acirra, a corrida para a única vaga ao Senado ainda está indefinida no Rio. Até agora, três pré-candidatos já se apresentaram: o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) e os deputados federais Romário (PSB) e Jandira Feghali (PCdoB). No entanto, a confirmação desses nomes ainda depende das negociações para as alianças dos candidatos que vão concorrer ao Palácio Guanabara.
Apesar de ter desistido para dar lugar ao PSD na campanha de reeleição do atual governador, Luiz Fernando Pezão (PMDB), Cabral voltou atrás. Com a decisão, o ex-governador vai para a sua eleição mais arriscada — a primeira em que não inicia como favorito. Na avaliação do PMDB, a popularidade de Romário pode pôr em risco os planos de Cabral, que tem o desafio de reabilitar sua imagem desgastada após as manifestações do ano passado.
Por outro lado, peemedebistas apostam que a falta de experiência em uma eleição majoritária e de estrutura do PSB pode fragilizar Romário. Cabral, por sua vez, foi convencido pelos caciques do PMDB do Rio de que, na falta de um nome mais competitivo, sua candidatura ao Senado pode ajudar Pezão a defender seu governo.
Em reação ao ‘Aezão’, Lindbergh diz que PMDB faz jogo duplo
Um dia após um número expressivo de peemedebistas se reunirem em torno do “Aezão”, movimento que apoia a aliança entre o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB-RJ) e o pré-candidato à Presidência da República Aécio Neves (PSDB-MG) no Rio, o senador e pré-candidato petista ao Palácio Guanabara, Lindbergh Farias, decidiu acabar com a trégua que vinha mantendo com o governo estadual e o PMDB. Em um almoço ontem numa churrascaria em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, Lindbergh fez críticas aos governos de Sérgio Cabral e Pezão. O petista chegou a afirmar que não acha possível 60 prefeitos peemedebistas terem assumido a aliança com o candidato tucano sem o apoio do Palácio Guanabara. Oficialmente, Cabral e Pezão reprovam o “Aezão” e pregam o apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff.
— Só se reúnem 60 prefeitos peemedebistas como aconteceu no almoço do “Aezão” com a autorização do Cabral e do Pezão. Eles estão fazendo mais do que jogo duplo. O Lula e a Dilma ajudaram muito essas pessoas. Na hora em que o cenário piora um pouco, eles fogem do barco? — questiona.

FONTE: CONGRESSO EM FOCO

sábado, 7 de junho de 2014

Dilma Aécio e Campos recuam em nova pesquisa Datafolha

Em relação a levantamento anterior, Dilma caiu de 37% para 34% das intenções de voto. Campos recuou de 11% para 7%. Aécio foi de 20% para 19%

notícia

 
         Nova pesquisa Datafolha publicada ontem aponta que, em relação a maio, data do levantamento anterior, Dilma caiu de 37% para 34%. Já os dois principais rivais de Dilma também variaram negativamente. 
O senador Aécio Neves (MG), pré-candidato do PSDB à Presidência, oscilou um ponto para baixo. Agora está com 19%. O ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) teve a queda mais brusca, recuando quatro pontos. Com 7%, ele aparece em situação de empate técnico com o Pastor Everaldo Pereira (PSC), 4%. O Datafolha entrevistou 4.337 pessoas entre terça (3) e quinta (5) em 207 municípios. A margem de erro do levantamento é de dois pontos para mais ou para menos.
A disputa eleitoral deste ano também poderá ficar marcada por uma forte tendência de clivagem regional. O maior contraste está entre os nove Estados da região Nordeste e os quatro do Sudeste. No Nordeste, cujo apoio foi decisivo para a eleição da presidente em 2010, Dilma ostenta ampla vantagem sobre seus adversários: 48% para a petista contra 11% de Eduardo Campos e 10% de Aécio.
No Sudeste, a disputa está mais apertada. Na região mais populosa do país, Dilma tem 26% e aparece em situação de empate técnico com Aécio, que foi governador de Minas Gerais e tem 25%. Campos, que governou Pernambuco, tem 4%.
 Repercussão
Após oscilar um ponto percentual para baixo na pesquisa de intenção de voto divulgada ontem, o pré-candidato tucano à Presidência da República, Aécio Neves, afirmou que essa medida não é o indicador mais importante do levantamento.  “Essa pesquisa traz dois dados que, para mim, são mais relevantes”, disse. “O primeiro deles, que consolida esse sentimento que outras pesquisas já mostraram, de que mais de 70% da população brasileira quer mudanças”, acrescentou. O Datafolha apontou que o pessimismo com a economia bateu recorde e que, pela primeira vez, o grupo dos pessimistas superou o dos que acham que tudo fica como está.
Já o vice-presidente Michel Temer (PMDB) afirmou que a queda das intenções de voto na presidente Dilma Rousseff é sinal de “certa insatisfação” da sociedade que “será coberta pela apresentação das realizações que ela fez ao longo do tempo”.
O ex-presidente Lula, por sua vez, disse estar desinformado sobre a pesquisa Datafolha que apontou queda dos principais pré-candidatos na corrida presidencial.
Na chegada a um evento em Porto Alegre, Lula foi questionado sobre o assunto. Disse apenas que não viu o levantamento e, ao ser informado da redução generalizada dos pré-candidatos, ironizou: “Só eu que não caí porque eu não vou concorrer.” (da agência Folhapress)
 
Número
34% é o percentual de intenções de voto de Dilma segundo Datafolha
 
19% é o percentual de intenções de voto de Aécio segundo Datafolha
 
7% é o percentual de intenções de voto de Campos segundo Datafolha